Hotéis pressionam Governo: Hóspedes têm de ser excluídos da proibição de circular no próximo fim de semana

A AHP já fez chegar as preocupações da indústria à secretária de Estado do Turismo e espera que a redação da Resolução excecione da proibição geral as deslocações que tenham em vista o alojamento.

Sónia Bexiga

O apelo está lançado. Tendo em conta as medidas restritivas de circulação entre concelhos para o próximo fim de semana (30 de outubro a 3 de novembro), a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, veio, esta segunda-feira, sublinhar a “necessidade de ponderação dos impactos que a medida de proibição de circulação geral pode acarretar nas reservas em estabelecimentos hoteleiros”.

A AHP já fez chegar as preocupações da indústria à secretária de Estado do Turismo e espera que a redação da Resolução do Conselho de Ministros excecione da proibição geral as deslocações que tenham em vista o alojamento em empreendimentos turísticos no período em questão.



Para Raul Martins, presidente da AHP “é necessário acautelar que as poucas reservas efetuadas para esse período possam ser concretizadas, permitindo aos hóspedes deslocar-se dos seus concelhos de origem para aqueles onde os estabelecimentos se localizem. Temos associados que nos sinalizaram a imensa perturbação e cancelamentos que a proibição anunciada, mas ainda não publicada, gerou nas reservas previstas de pequenos grupos, nacionais e estrangeiros, junto de alguns estabelecimentos”.

Contudo, além de turistas nacionais, há também turistas internacionais. E estes deslocam -se de carro, autocarro e mesmo de avião.

“Será necessário garantir que estas deslocações possam ser asseguradas, com o comprovativo de reserva nos hotéis, em data prévia ao anúncio da medida. Temos por garantido que os Hotéis cumprem todas as regras da DGS e do Governo, são certificados com o selo Clean & Safe do Turismo de Portugal e existirá um geral cumprimento das regras de não deslocações Inter concelhos senão para esse fim de alojamento”, avança o responsável.

“Depois de termos concluído que estamos a enfrentar uma previsível quebra de dormidas neste ano que pode chegar a 46,6 milhões, e a uma perda de receita da ordem de 3,6 mil milhões de euros, seria uma inconsciência não segurar as poucas oportunidades que ainda temos”, acrescenta ainda.

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