As escolas portuguesas encontram-se em risco de encerrar devido à falta de assistentes operacionais, que se tem tornado cada vez mais acentuada com a crise de saúde pública da Covid-19, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN), esta quarta-feira.
O alerta foi lançado pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que garante que o reforço temporário de 1500 funcionários, prometido pelo Governo, não faz com que as escolas «saiam do vermelho», havendo a possibilidade de fechos no primeiro período.
«A alteração é insuficiente para retirar as escolas do vermelho. Até porque até janeiro várias escolas podem ter de fechar devido à escassez, aumento das baixas e casos de quarentena», afirma Artur Sequeira, dirigente da Federação, citado pelo ‘JN’.
Recorde-se que no âmbito da proposta do novo Orçamento do Estado para 2021, o Governo prevê a vinculação de três mil funcionários a partir de Janeiro, uma alteração que pode ser «um passo» para a normalização da atividade, mas não suficiente.
«Acredito que o reforço de mais três mil assistentes operacionais seja um passo definitivo para se deixar de falar de uma escassez crónica destes funcionários», revela ao mesmo jornal Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP).
Contudo, o responsável sublinha que a abertura dessas vagas deve estar imediatamente disponível «nos primeiros dias de janeiro» para ter impacto este ano letivo. «E o ideal seria que os pudéssemos ir buscar às bolsas de recrutamento para ser um processo célere», acrescenta.














