PCR, antígenos e serológicos são conceitos que passámos a usar na nossa linguagem graças à pandemia do novo coronavírus. O que têm em comum é o facto de todos serem testes, contudo cada um tem características especiais, sendo utilizados para fins diferentes, segundo o ‘elEconomista’.
Aos já populares testes de PCR e “serológicos”, acrescentam-se os testes de “antígenos”, que se configuram como um dos testes diagnósticos mais úteis e eficazes para realizar análises em larga escala em grandes centros populacionais e de forma rápida e mais barata.
Cada um oferece informações diferentes e mais ou menos precisas em função do estágio da doença causada pela SARS-Cov-2, segundo fontes do Conselho Nacional de Pesquisa de Espanha (CSIC), citadas pela mesma publicação.
Todos são, segundo as mesmas fontes, essenciais para identificar os infetados e tratá-los adequadamente; para decidir seu isolamento e reduzir a propagação do vírus; para identificar pessoas que foram expostas ao vírus; conhecer o estado imunológico de um paciente; e, finalmente, para orientar as decisões das autoridades.
Saiba agora como distinguir cada um deles, em função do papel que representem e da informação que oferecem:
PCR
Consistem numa amostra recolhida por um longo cotonete inserido numa das narinas e destinam-se a pessoas com sintomas compatíveis com a Covid-19; assintomático com suspeita de exposição ao vírus; ou profissionais em centros de saúde, lares de idosos ou ambientes de trabalho para promover a identificação precoce da doença.
Os PCRs, que utilizam tecnologias muito diferentes dependendo das empresas que os comercializam, permitem detetar o vírus nas fases iniciais e têm uma sensibilidade muito elevada quando o paciente está infetado, mas têm de ser realizados por pessoal altamente especializado e não revelam se o os pacientes geraram anticorpos contra o vírus.
Serológicos
Determinam se um paciente foi exposto ao vírus e se gerou anticorpos que podem protegê-lo contra uma nova infeção, embora as evidências científicas não tenham conseguido apurar quanto tempo a proteção pode durar.
No entanto, não oferecem informações sobre se o paciente está sofrendo de uma infeção no momento do teste e se ela é contagiosa, portanto, este tipo de teste é recomendado para realizar estudos de vigilância em nível local, regional ou nacional, para identificar os indivíduos que já tiveram contato com o vírus e apoiar o diagnóstico que é feito com PCR ou teste de antígeno.
Antígenos
São muito mais fáceis de realizar e utilizam tecnologias mais rápidas que permitem obter resultados, em alguns casos, em apenas 15 minutos, segundo as mesmas fontes do CSIC, que indicaram também a sua utilidade para fazer rastreamentos em massa.
Este tipo de teste, que também deteta a presença do vírus, tem um custo muito inferior ao PCR e, embora deva ser realizado também por profissionais de saúde, não necessita de laboratório ou instrumentação especial, pois a amostra também é extraída com um cotonete ao qual são adicionadas algumas gotas de reagente (semelhante ao teste de gravidez) e o resultado aparece em poucos minutos.





