Pandemia impulsiona compra da ‘paz e sossego’. Procura por montes dispara 62% até setembro

Entre o mês de janeiro e setembro deste ano, a procura por montes, terrenos, quintas e casas rurais em Portugal registou  uma acentuada subida.

Sónia Bexiga

Entre o mês de janeiro e setembro deste ano, a procura por montes, terrenos, quintas e casas rurais em Portugal registou  uma acentuada subida, segundo apurou a mais recente análise da OLX, divulgada esta quarta-feira.

Os resultados obtidos mostram que no capítulo dos montes, tendo por base o mesmo período comparado, os distritos que mais se destacam em termos de procura são Lisboa (+102%), Portalegre (+95%) e Setúbal (+94%), sendo que do lado da oferta, nomeadamente em termos de anúncios ativos, a plataforma também registou um crescimento superior a 10% entre abril e maio.



Sobre os terrenos, os distritos mais procurados nesta subcategoria logo após o confinamento foram Santarém (+94%), Setúbal (+59%) e Viana do Castelo (+56%). Em sentido inverso ao da procura, o número de novos anúncios nesta subcategoria caiu -27% em maio.

Sobre as quintas, a análise mostra que as regiões do país que maior procura tiveram neste tipo de imóveis foram Beja (+121%), Lisboa (+98%) e Viana do Castelo (+90%). O aumento da oferta foi mais tímida nesta subcategoria ao registar-se uma subida de +7% em anúncios ativos e +6% em novos anúncios de abril para maio.

Já em matéria de casas rurais, os distritos em destaque depois do confinamento foram Viseu (+178%), Coimbra (156%) e Aveiro (+139%). A oferta cresceu 9% tanto em novos anúncios como anúncios ativos.

Em análise a estes resultados, Andreia Pacheco, brand manager da OLX Portugal, realça, como principal conclusão, o facto de os portugueses terem passado “a valorizar muito mais a sua casa, o seu lar, após o surgimento desta pandemia”.

“A necessidade de terem um espaço maior, mais confortável e mais longe da azáfama das grandes cidades, regiões mais expostas a eventuais surtos, acabam por redundar nestes aumentos muito significativos de procura por imóveis muito específicos em localizações algo diferentes do registado em contexto pré-Covid”, reforça ainda a responsável.

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