Défice: «Já sabíamos que ia ser mau, apesar de tudo é menos mau do que as previsões mais pessimistas», diz Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou-se esta quarta-feira sobre os últimos dados do défice.

Simone Silva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em reação, esta quarta-feira, aos últimos dados do défice, divulgados pelo INE, afirmou que “já sabíamos que ia ser mau, apesar de tudo é menos mau do que as previsões mais pessimistas”.

O Presidente, em declarações aos jornalistas, sublinhou que espera agora ver os dados relativos ao segundo semestre de 2020.



Relativamente ao Orçamento Suplementar, Marcelo revelou que o que o “preocupa mais é que o orçamento seja viabilizado”.

“É fundamental que isso aconteça primeiro porque temos um plano de recuperação e resiliência e segundo porque temos para aprovação a sair um quadro financeiro multianual para os próximos anos», explica o Presidente, acrescentando que «para Portugal é muito importante que o Orçamento passe”.

Para Marcelo, “o natural” é que orçamento seja aprovado “à esquerda, pelos parceiros que viabilizaram na última legislatura sucessivos orçamentos”, revela mostrando-se esperançoso de que “isso aconteça e que tenhamos orçamento para entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2021”.

“Para o equilíbrio do sistema português é bom que haja uma solução de esquerda e uma alternativa de direita», sublinha o responsável, dizendo que “isso evita radicalismos e permite que sempre que exista dificuldades tenhamos outra solução alternativa”.

Recorde-se que o défice orçamental ficou em 5,4% do Produto Interno Bruto no primeiro semestre deste ano, segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No primeiro trimestre, o défice tinha ficado nos 1,1% do PIB. A UTAO estimava um défice de 5,8% para o primeiro semestre.

Segundo detalha o INE, o saldo do setor das AP reduziu-se em 1,8 p.p. no ano terminado no 2º trimestre de 2020, relativamente ao trimestre anterior, representando uma necessidade de financiamento das AP de 1,9% do PIB.

“Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP foi negativo no 2º trimestre de 2020, atingindo –4 858,2 milhões de euros (-10,5% do PIB, o que compara com -2,2% no trimestre homólogo). Considerando o conjunto do primeiro semestre de 2020, o saldo das AP fixou-se -5,4% do PIB em 2020, o que compara com -1,2% em igual período de 2019”.

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