As vendas da Nike através de comércio electrónico têm crescido de forma constante ao longo dos últimos meses, tendo mesmo disparado 82% entre Junho e Agosto. Segundo a BBC, os resultados obtidos online permitem compensar o prejuízo provocado pela pandemia de COVID-19 no retalho físico.
«Sabemos que o digital é o novo normal. O consumidor tem hoje o digital como pilar e não irá voltar atrás», afirma John Donahoe, CEO da Nike. De acordo com o responsável, a mudança dos hábitos de consumo verificada desde o início do ano – potenciada pelo novo coronavírus e pelo isolamento – será para ficar. A Nike espera mesmo uma mudança permanente das suas fontes de receita, em direcção ao digital.
Para alimentar este novo paradigma, a Nike tem apostado em lançamentos exclusivos de edições limitadas no seu site e aplicação móvel. Esta estratégia dá também sinais de uma mudança no modelo de negócio: em vez de contar com intermediários (lojas físicas multimarca, por exemplo), a Nike aumenta as vendas directas aos clientes.
A Nike revela também que atingiu receitas na ordem dos 10,6 mil milhões de dólares no trimestre de Junho a Agosto, beneficiando deste salto no ecommerce e da recuperação inicial de alguns mercados-chave, como é o caso da China.









