Lista negra de empresas dos EUA inclui maior acionista da EDP e novo acionista da Mota-Engil

A China Three Gorges (CTG), detentora de 21,55% da EDP e a China Communications Construction Company (CCCC), que passou a deter 30% da Mota-Engil, foram incluídas na lista «negra» dos Estados Unidos.

Revista de Imprensa

A China Three Gorges (CTG), detentora de 21,55% da EDP (a maior) e a China Communications Construction Company (CCCC), que passou a deter 30% da Mota-Engil, foram incluídas na lista «negra» dos Estados Unidos, de empresas consideradas «companhias militares comunistas chinesas», avança o ‘Expresso’.

De acordo com a mesma publicação as duas empresas juntaram-se à vasta lista a 28 de Agosto, em conjunto com mais nove, na sequência da última atualização realizada pelo Governo norte-americano, o que representa um entrave, uma vez que, apesar de os negócios não estarem proibidos, são consideradas de risco e não são vistos de forma positiva pelos Estados Unidos.



A entrada mais mediática nesta lista foi a Huawei, a esta juntaram-se nada data referida, segundo o ‘Expresso’, a China Communications Construction Company (CCCC), a China Academy of Launch Vehicle Technology (CALT), a China Spacesat, a China United Network Communications Group Co Ltd, a China Electronics Corporation (CEC).

Para além destas, foram ainda incluídas no documento a China National Chemical Engineering Group Co., Ltd. (CNCEC), a China National Chemical Corporation (ChemChina), Sinochem Group Co Ltd, a China State Construction Group Co., Ltd, a China Three Gorges Corporation Limited, a China Nuclear Engineering & Construction Corporation (CNECC).

A lista em questão foi publicada no site do Departamento da Defesa norte-americano, (DOD, na sigla em inglês) e está disponível para consulta. Nela constam entidades de sectores energéticos, selecionadas pelo departamento em questão, em áreas especificas que vão desde a energia, às tecnologias, passando pela aviação, ou área ferroviária, entre outras.

As empresas listadas pelos Estados Unidos normalmente trabalham direta ou indiretamente no país norte-americano e apesar de a lista já ser elaborada desde 1999, só este ano se tornou pública pela primeira vez. Ter o nome neste documento implica a possibilidade de as empresas serem impedidas de vender serviços ou produtos a a outras públicas de origem norte-americana.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.