Estará a Coreia do Norte a preparar-se para lançar mísseis? Atividade suspeita alimenta especulação

Especialistas e autoridades de segurança desconfiam que a Coreia do Norte possa aproveitar o feriado que se aproxima para revelar novas armas ou testar um míssil balístico lançado por submarino.

Simone Silva

Especialistas e autoridades de segurança desconfiam que a Coreia do Norte possa aproveitar o feriado que se aproxima para revelar novas armas ou testar um míssil balístico lançado por submarino (SLBM), na sequência de ter sido detetada uma onda suspeita de atividade, segundo a ‘Reuters’.

Formações de tropas foram vistas a praticar aquilo que se suspeita ser um grande desfile militar programado para o próximo dia 10 de outubro, altura em que se celebra o 75º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Alguns observadores dizem que a Coreia do Norte pode aproveitar as festividades para exibir os seus maiores mísseis pela primeira vez desde 2018.



Especialistas de imagens e autoridades de segurança alertam que até agora não há evidências conclusivas que apontem para um lançamento iminente, contudo depois de vários tufões terem atingido a Coreia do Norte no início de setembro, fotografias de satélite mostraram uma atividade intensa no Estaleiro Sinpo Sul, o que indicia alguma preparação.

«Estamos a acompanhar os desenvolvimentos, pois existe a possibilidade de um teste de míssil balístico lançado por um submarino estar a ser realizado no local», afirmou esta semana Won In-choul, nomeado para presidente do ‘Joint Chiefs’ da Coreia do Sul. Outras autoridades sul-coreanas mostraram-se mais cautelosas, incluindo o novo ministro da defesa, Suh Wook, que considerou a possibilidade de um teste SLBM improvável.

Na quinta-feira, o Daily NK, um site de Seul que divulga notícias sobre a Coreia do Norte, citou uma única fonte não identificada perto do estaleiro, dizendo que o local «está a fervilhar de atividades para se preparar para o lançamento do míssil balístico», com funcionários e investigadores a chegar desde Agosto.

Embora a atividade sugira que algum tipo de trabalho está a ser feito ao nível dos mísseis, também seria consistente associar estas ações com o trabalho de reparo básico após a tempestade sentida na região, disse Dave Schmerler, um investigador sénior do James Martin Center for Nonproliferation Studies, citado pela ‘CNN’.

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