São muitos os candidatos na corrida para o desenvolvimento de uma potencial vacina contra o novo coronavírus, contudo, a sua grande maioria está a utilizar estratégias nunca antes utilizadas, avança a agência ‘Bloomberg’.
A agência de notícias enumera alguns desses projectos, dividindo-os por categorias, consoante o método que utilizam no desenvolvimento do fármaco.
As vacinas vetor-viral
Na categoria de «patógeno total», o que significa que «o vírus morto ou enfraquecido é injectado por inteiro no organismo, como acontece com uma vacina típica», encontram-se três candidatas: Bandim Health Project; Codagenix Inc e Sinovac Biotech.
A primeira sediada na Guiné-Bissau está a testar se uma vacina contra a poliomielite pode funcionar contra o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, possivelmente fortalecendo o sistema imunológico. A segunda, situada em Farmingdale, Nova Iorque, em conjunto com o Serum Institute of India, está a testar a segurança de uma versão activa e não optimizada do vírus. Por último, a terceira, sediada em Pequim, afirma que a sua vacina, baseada em partículas virais inactivas, estimulou a criação de anticorpos neutralizantes em mais de 90% das pessoas testadas.
As vacinas baseadas em proteínas
A seguinte categoria denomina-se «subunidade», o que significa que a vacina é desenvolvida através de um fragmento inofensivo de SARS-CoV-2, que é geralmente uma proteína superficial. Aqui o artigo inclui a Sichuan Clover Biopharmaceuticals em colaboração com a Glaxo e a Novavax.
A primeiro é sediada em Chengdu, na China e desenvolve proteínas semelhantes à proteína spike do vírus, injectando-as nos músculos para desencadear uma resposta imunológica. A segundo desenvolve proteínas sintéticas em células de borboleta.
As vacinas de ADN e de ARN
Por último na categoria de «Ácido Nucleico», onde os genes do vírus são inseridos nas células do organismo, fazendo com que produzam fragmentos virais, está a Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, a CanSino Biologics e as alemãs BioNtech e CureVac.
A primeira usa um adenovírus de chimpanzé enfraquecido como um vector para transportar o código genético para a proteína spike nas células. A sua injecção estimula células T e anticorpos. A segunda une a proteína spike do vírus numa versão segura e não replicável de um adenovírus humano, que normalmente causa gripe e a doença dos olhos vermelhos. É aprovado para uso militar na China. As duas últimas introduzem o RNA de combate ao coronavírus em partículas minúsculas que se alojam no organismo como colesterol.








