Na mais recente análise feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os especialistas deixaram ficar mais um alerta: “não haverá uma solução mágica contra a Covid-19”.
A OMS advertiu, esta segunda-feira, que talvez nunca venha a ser desenvolvida “uma panaceia” contra a pandemia da Covid-19, apesar das investigações em curso para a obtenção de uma vacina.
“Não há nenhuma panaceia e talvez não exista nunca”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa virtual.
Atendendo ao crescente número de novos casos diários, Maria Van Kerkhove, diretora técnica da OMS, sugere que os locais com maior número de casos recebam maior atenção e que “não esperem por uma vacina”. Segundo a especialista, os países que enfrentam novos surtos devem “fazer tudo”, numa referência ao pacote de medidas de combate que inclui a salvaguarda do distanciamento social, a realização de testes e o rastreamento.
Corroborando estes apelos, Tedros Ghebreyesus, defendeu uma ação o mais ampla possível. “Se fizermos tudo, podemos dar a volta. Nunca é tarde demais. Não devemos desistir. Tudo pode ser revertido”, frisou, numa mensagem de conforto aos países que estão a assistir ao disparar de novos casos.
A OMS alerta ainda que, mesmo que a vacina seja uma esperança, a comunidade internacional não deve esperar que haja uma “bala de prata” contra a pandemia da Covid-19.
“O mundo nunca viu algo assim desde 1918 e o impacto vai fazer sentir-se por décadas. Mas o seu controlo está nas nossas mãos”, disse Tedros, insistindo no pedido de que os governos atuem em todas as frentes, com testes, isolamento, distância, uso de máscaras e higiene, além de investimentos no setor de saúde
Na sexta-feira, a OMS concluiu a sua reunião do comité de emergência com a constatação de que a pandemia será uma crise de “longa duração” e apresentou uma série de propostas a governos para que estabeleçam estratégias de longo prazo para lidar com a situação
“A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez por século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, acrescentando que “muitos dos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora a enfrentar novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e de óbitos”.
“As medidas restritivas afetam a sociedade e economia. O comité admite que estas escolhas são difíceis mas quando os lideres assumem o seu papel e trabalham com a comunidade, a pandemia pode ser controlada”, ressalvou Tedros.









