Depois da imposição da Região Autónoma da Madeira de utilização de máscara em todos os espaços públicos, Graça Freitas nota que as regiões autónomas têm “autoridades de saúde próprias” e frisa que até ao momento a evidência científica disponível não aponta no sentido de se alargar a utilização de máscara também ao exterior.
A responsável esclarece que “o que nós temos feito em termos de orientações para a utilização de máscaras tem acompanhado não só a própria evolução da pandemia como também a evolução do que foi sendo o conhecimento na evolução desta matéria”.
E continua: “Nós sabemos que estes vírus têm uma tendência para se concentrarem e se desenvolverem bem e serem viáveis num ambiente fechado, com determinada temperatura e com determinada humidade, que circunstâncias diferentes são as exteriores? primeiro desde logo pela concentração, porque no exterior há ar à nossa volta, muito, há espaço, há vento, por isso é que nós dizemos que uma das medidas no interior para fazer prevenção da transmissão é o arejamento, abrir portas e janelas para que o ar circule.”
“É com base nestas circunstancias e de acordo com os especialistas que nós consultamos nesta matéria, que a nossa recomendação das máscaras é em determinadas circunstâncias: sempre que num ambiente fechado não for possível garantir a distância entre as pessoas, ou que exista risco porque estão muitas pessoas apesar de estarem distantes ou porque aquele ambiente está a uma temperatura ideal para o vírus ou uma humidade ideal para o vírus”, afirma a directora-geral da Saúde, sublinhando que “de momento mantém-se as nossas recomendações”.
Na terça-feira, o Governo Regional da Madeira anunciou que seria obrigatório usar máscara em todos os espaços públicos do arquipélago, inclusive nas ruas, a partir do próximo sábado. A decisão visa acautelar e evitar cadeias de transmissão com o regresso de alguns eventos públicos e das aulas presenciais.
“É uma medida preventiva. Uma atitude pioneira”, disse o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, aos jornalistas, acrescentando que a região autónoma foi a primeira zona do país a recomendar o uso de máscara social. “Mesmo antes das recomendações da DGS, e agora todos o fazem.”
“Está em causa a defesa da saúde pública. Todos os cidadãos devem ter a responsabilidade de não contaminar o próximo”, argumentou.





