A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, esta segunda-feira, que o mundo não deve esperar por uma vacina contra a Covid-19 para conseguir conter a pandemia.
“Não devemos esperar por uma vacina, é preciso salvar vidas agora”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, na conferência de hoje, sublinhando ainda que é urgente que os países apliquem a técnica do rastreamento dos contactos dos pacientes infetados pelo coronavírus.
“A varíola foi controlada através desta técnica [de rastreamento de contactos]”, complementou Ibrahima Socé Fall, profissional da OMS responsável pelo rastreamento do Ébola em África. Segundo garantiu Socé Fall, a técnica também foi utilizada para conter a epidemia do Ébola no continente africano.
“A tecnologias são úteis para a análise eficaz das informações, mas também são precisos os recursos humanos [para conter a pademia]”, disse Sxocé Fall, referindo-se aos agentes de saúde pública que devem atuar junto das comunidades.
Neste momento, 136 vacinas estão a ser desenvolvidas em todo o mundo. A vacina da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a que se encontra numa fase mais avançada.
Esta segunda-feira, os cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram que a sua vacina para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune. Os resultados preliminares referem-se às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está a ser desenvolvida no Brasil.
“São bons resultados. Damos os parabéns aos nossos colegas”, afirmou o diretor de emergências da OMS, MIchael Ryan.
“Este é um resultado positivo, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Estes são os estudos da fase um, agora precisamos avançar para testes em larga escala no mundo real. Mas é bom ver mais dados e mais produtos a entrar nessa fase muito importante da descoberta de vacinas”, complementou Ryan.
As fases 1 e 2 dos testes da vacina de Oxford, que foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido, tiveram 1.077 voluntários. Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.
Assim que o mundo tiver uma vacina contra a Covid-19 pronta, será preciso, alertou Tedros, que o produto seja encarado pelos países como um “bem público global”, e que os governos se comprometam em garantir uma distribuição justa da vacina.





