110 mil empresas pediram ‘lay-off’. Quase 65 mil querem renovar apoio, diz Ana Mendes Godinho

Até esta quarta-feira, foram apresentados 110 mil pedidos de lay-off, num universo total de um milhão e 300 mil trabalhadores, indiciou esta quarta-feira a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ana Rita Rebelo
Maio 20, 2020
10:58

Até esta quarta-feira, foram apresentados 110 mil pedidos de lay-off, num universo total de um milhão e 300 mil trabalhadores, indicou esta quarta-feira a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Olhando para o universo global dos trabalhadores, Ana Mendes Godinho, que falava na Comissão de Trabalho e Segurança Social, esclareceu que cerca de 60% estão abrangidos pela suspensão do contrato ou redução do horário laboral. Destes, 84% dos trabalhadores estão no regime de suspensão e 16% no de redução, detalhou. E isto, sublinhou, «tem implicações no apoio pago às empresas, que varia em função da modalidade em que se encontra o trabalhador».

Dos 90 mil processos que já estão diferidos, há uma média de oito trabalhadores por empresa. Por sua vez, 0,3% dos trabalhadores abrangidos trabalham em grandes empresas, 81% de microempresas, 15% de pequenas e 3% de médias empresas.

Por sectores, a percentagem de trabalhadores efectivamente abrangidos pelo lay-off chega aos 22% aos cais das indústrias transformadoras, 18% no comércio e 17% no sector do alojamento e restauração.

A nível regional, 24% dos trabalhadores estão localizados na região de Lisboa, 19% no Porto, 10% em Braga, 7% em Aveiro, 6% em Faro, 6% em  Setúbal e 5% em Leiria.

A ministra do Trabalho revelou ainda que há quase 64.716 pedidos de prorrogação.

Ana Mendes Godinho revelou três grandes preocupações. A primeira é a manutenção dos postos de trabalho.

Por outro lado, a resposta aos desempregados pré e pós-Covid. «O lay-off simplificado tem conseguido suster um aumento maior do número de desempregados», apesar do aumento verificado em Abril.

O apoio à contratação é também uma preocupação do Governo, «para que haja uma capacidade de absorção» dos desempregados nesta fase.

Portugal contabiliza já um total de 1231 óbitos associados à Covid-19 e 29.209 infectados, revela o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março. Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 320 mil mortos e infectou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*Notícia actualizada às 12:07

https://executivedigest.sapo.pt/desemprego-em-abril-dispara-22-em-relacao-ao-ano-passado/

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.