A análise de Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group
Os resultados apresentados não surpreendem e acompanho essa hierarquia de prioridades que foi mencionada pela maioria dos empresários inquiridos. No momento actual, em que a competição impera dentro e fora do País, estas deveriam ser encaradas como reformas verdadeiramente urgentes. Porque são pilares fundamentais para estimular a produtividade e a competitividade, levando ao desenvolvimento económico e social do País, e a uma maior convergência com a Europa. Na verdade, tanto a carga fiscal (seja para as empresas, mas também para os cidadãos) como a burocracia são dois dos maiores desafios que enfrentamos há anos, e que se constituem como factores de bloqueio a um maior crescimento económico que se pretende robusto e sustentado; ora isso exige políticas públicas concretas, independentemente do ciclo governativo, que tragam estabilidade, agilidade e confiança, e que, em consequência, estimulem a criação de emprego e a criação de riqueza. Se, por um lado, as empresas precisam de um ambiente fiscal simples e favorável, que não penalize o investimento reprodutivo, que é o que gera riqueza, por outro, temos inevitavelmente de conseguir desburocratizar, adoptando modelos mais inovadores. A “one stop shop”, à semelhança da existente em países como a Irlanda, seria, por exemplo, um passo importante neste caminho para centralizar serviços, simplificar processos e reduzir tempo. Apenas com reformas estruturais, como estas aqui mencionadas, será possível dar mais espaço às empresas para investirem e ajudarem a tornar Portugal mais competitivo e atractivo.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro.




