A análise de Raul Neto, CEO da Randstad
Num período tradicionalmente dedicado a balanços e previsões, a Inteligência Artificial (IA) assume-se como o tema que está na agenda de todas as organizações, e que terá primazia na sua estratégia para 2026. Os resultados desta edição do Barómetro mostram isso de forma inequívoca: 53% das organizações afirmam que vão investir mais em IA em 2026, enquanto 30% indicam que vão manter ou reforçar as soluções de IA já existentes. Números que revelam uma ampla convergência no sentido de acelerar a transformação tecnológica das suas organizações. Mas o verdadeiro desafio não está no investimento tecnológico em si, mas sim na capacidade das organizações para prepararem as suas pessoas para esta nova realidade. A evolução das competências exigidas pelo mercado está a acontecer a um ritmo muito superior ao dos modelos tradicionais de formação, e isso reforça a necessidade de programas de requalificação contínua. A IA está a transformar tarefas e processos, obrigando empresas e colaboradores a repensarem as funções e a ajustarem a forma como são exercidas. Esta transição requer liderança, clareza e um compromisso firme com a capacitação, para garantir que a tecnologia promova e dinamize o valor humano e não apenas preconize ganhos operacionais. A cultura das empresas é igualmente desafiada, sobretudo pela necessidade de construir confiança em soluções que alteram a tomada de decisão e a colaboração entre equipas. A capacidade de equilibrar, inovação com ética, produtividade com inclusão, e velocidade com responsabilidade, será determinante para o sucesso desta transformação. É o equilíbrio entre tecnologia e pessoas que ditará a competitividade sustentável das empresas nos próximos anos.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro.













