A análise de Ana Isabel Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde
Os resultados deste barómetro mostram que as empresas portuguesas, mesmo num cenário internacional instável, continuam a acreditar no futuro. A maioria teve resultados em linha com o esperado e, olhando para o resto de 2025, sete em cada 10 antecipam crescimento moderado. É um sinal de confiança, ainda que cautelosa. Olhando para os desafios externos, como as tarifas internacionais, conflitos armados ou cadeias de abastecimento, percebe-se que, apesar de preocuparem, não estão a bloquear a actividade. O que as empresas pedem, acima de tudo, é previsibilidade. E isso vê-se nas respostas sobre as reformas do Estado: quase 70% consideram-nas favoráveis e querem que o próximo Orçamento privilegie crescimento económico, redução de impostos e políticas estruturais que dêem estabilidade. É aqui que a sustentabilidade entra. Portugal não pode isolar a competitividade da transição verde. A reciclagem, a eficiência na gestão de recursos e a aposta na economia circular são, cada vez mais, factores de diferenciação positiva. Na Sociedade Ponto Verde acreditamos que só com políticas consistentes e estáveis é possível dar confiança às empresas para investir e transformar desafios em oportunidades.
Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 235) da Executive Digest, no âmbito da XLIV edição do seu Barómetro.














