Vila Galé insiste em solução intercalar para aeroporto em Lisboa que deixe turismo crescer

– O presidente do Grupo Vila Galé insistiu hoje que o país deve ter uma solução intercalar ao aeroporto em Lisboa e até à construção de Alcochete, sob pena de se estancar um turismo com muito potencial de crescimento ainda.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 3, 2026
20:19

O presidente do Grupo Vila Galé insistiu hoje que o país deve ter uma solução intercalar ao aeroporto em Lisboa e até à construção de Alcochete, sob pena de se estancar um turismo com muito potencial de crescimento ainda.


“O ano começou alguma preocupação, mas o turismo tem sido uma atividade super resiliente e continua de pedra e cal, apesar de continuarmos a não ter o privilégio de ter um aeroporto em condições ou uma solução intercalar que não estancasse o seu crescimento”, disse Jorge Rebelo de Almeida num encontro com jornalistas, em Lisboa, para apresentar os resultados de 2025.


O responsável desvalorizou, assim, quem diz que “há duas cidades esgotadas” em termos de turismo, fazendo alusão a Lisboa e Porto, considerando que “não o estão” e que, para além disso, “há um conjunto muito alargado de regiões” em Portugal para fazer crescer o turismo no país, “nomeadamente o interior”.


“Não me conformo que não haja uma solução [aeroportuária que funcione neste sentido]”, afirmou, apelando a outras opções, enquanto a Portela se mostra esgotada em termos de capacidade e o “novo em Alcochete ainda tem muito caminho para percorrer”.


Em 07 de janeiro, o ministro das Infraestruturas disse que todas as etapas do futuro aeroporto Luís Vaz de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, estão a ser cumpridas.


Miguel Pinto Luz falava Na inauguração das obras de modernização do Terminal 2 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que recebeu quatro novas portas, sete portas renovadas e que conta agora com mais espaço de circulação, lugares sentados e tecnologia aplicada a todas as portas de embarque, num investimento de 20 milhões de euros.


Segundo o ministro, estas intervenções permitem que o aeroporto “sirva os portugueses nos próximos 10 a 12 anos, com qualidade”, respondendo ao crescimento do tráfego e às necessidades do turismo nacional.


O presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, afirmou, na altura, que “cada segundo ganho no controlo de segurança é uma decisão com impacto humano (…)”, aludindo a um constrangimento no serviço de fronteiras que o aeroporto em Lisboa viveu muito recentemente e que hoje Jorge Rebelo de Almeida também lembrou como problemático, embora afirme considerar que a situação está melhor.


Entretanto, em Lisboa, decorrem também as obras de expansão do ‘pier sul’ do Terminal 1, que será dotado de 10 novas portas de embarque com pontes telescópicas e terá uma área de 33 mil metros quadrados. No total, as obras preveem mais de 300 milhões de euros em investimentos em infraestruturas e serviços aeroportuários em Lisboa.


No mês passado, o ministro concluiu que as melhorias nos terminais e a expansão em curso garantem infraestruturas capazes de acompanhar o crescimento do tráfego aéreo e do turismo, afirmando que os aeroportos devem “servir os portugueses e o país com qualidade, eficiência e transparência”.


O plano em curso inclui não só obras nos terminais, mas também modernização das áreas de embarque e sistemas de controlo, aumento de conforto, sinalética e acessibilidade, garantindo maior eficiência operacional e redução dos tempos de espera, enquanto se prepara a infraestrutura para a futura expansão com o novo aeroporto Luís Vaz de Camões.


As obras em curso preveem também, numa fase posterior e ainda dependente de aprovação por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o aumento da capacidade de 38 para 45 movimentos por hora.


O grupo hoteleiro obteve receitas de 321 milhões de euros em 2025, um crescimento de 15% quando comparado com o exercício anterior, resultado que o grupo considerou positivo e que o administrador do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida, disse que estimam que cresça este ano.


No mesmo encontro, a Vila Galé disse prever abrir 12 hotéis até ao início de 2028, seis em Portugal e seis no Brasil, num investimento estimado de 210 milhões de euros.



MSF (SCR) // EA


Lusa/Fim

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.