A XTB alertou hoje que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul não vai beneficiar todas as empresas e apontou que a Stellantis, a Basf e a Siemens estão entre as mais bem posicionadas.
“O acordo UE-Mercosul voltou ao centro das atenções, mas o mercado continua a olhar para este acordo histórico como um cenário e não como um facto consumado […]. Do ponto de vista financeiro, o ‘gatilho’ mais direto é a redução de tarifas atualmente elevadas em bens industriais […]. No entanto, nem todas as empresas vão sair beneficiadas”, avisou, em comunicado, a corretora XTB.
Do lado da Europa, entre as empresas que se encontram melhor posicionadas aparece a multinacional de fabricação automóvel Stellantis, uma vez que a América do Sul já é relevante para o grupo, com cerca de 15.900 milhões de euros de receitas na região em 2024.
Evidencia-se também a industrial química BASF, dado o “encaixe que se espera por parte do setor agroalimentar”.
No segmento ‘Agricultural Solutions”, as vendas da empresa na América do Sul, África e Médio Oriente foram de 2.356 milhões de euros em 2024.
A Siemens está igualmente bem posicionada para beneficiar deste acordo, uma vez que tem uma “exposição relevante” a este mercado, tendo reportado 23.800 milhões de euros em receitas na América do Sul e do Norte em 2024.
Já do lado do Mercosul, a BRF está entre as ‘top picks’ (melhores escolhas), uma vez que deverá beneficiar de “quotas e acesso facilitado”, tendo em conta que, por exemplo, a UE prevê uma quota de 99.000 toneladas de carne bovina com tarifa reduzida.
Neste grupo encontra-se também a Adecoagro, considerada interessante para o setor agro do Mercosul, com operações ligadas aos laticínios, açúcar, etanol e energia.
A Cosan também tem uma exposição direta ao tema do etanol, com uma capacidade de produção indicada de cerca de 3.000 milhões de litros.
O Conselho da União Europeia anunciou na sexta-feira a aprovação do acordo comercial com quatro países do Mercosul.
Este acordo vai ser assinado no sábado, no Paraguai.














