Trabalhadores do CaixaBank concentram-se em Espanha por melhores condições laborais

Trabalhadores do CaixaBank, convocados pelos sindicatos SECB e CCOO, concentraram-se hoje em agências de várias cidades espanholas para exigir melhorias no clima laboral e que os lucros da entidade beneficiem a equipa.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 3, 2026
19:11

Barcelona, 03 fev 2026 (Lusa) – Trabalhadores do CaixaBank, convocados pelos sindicatos SECB e CCOO, concentraram-se hoje em agências de várias cidades espanholas para exigir melhorias no clima laboral e que os lucros da entidade beneficiem a equipa.

Dezenas de delegados sindicais reuniram-se em frente às torres do CaixaBank na Diagonal de Barcelona e nas torres Kio em Madrid, bem como em agências em Sevilha, Granada, Valência, Múrcia, Pamplona, Toledo, Tenerife, Corunha e Burgos.

“Ano após ano aumentam os desafios, as exigências e o controlo sobre os trabalhadores, e não houve qualquer reconhecimento além de palavras simpáticas uma vez por ano”, disse à EFE o responsável de comunicação da CCOO no CaixaBank, Juan Morais, acrescentando que exigem que o banco “baixe a pressão e melhore o clima laboral”.

Na semana passada, a instituição financeira anunciou um lucro de 5.891 milhões de euros em 2025, mais 1,8% do que no ano anterior, o seu melhor resultado até hoje.

“Acreditamos que devemos ter algum reconhecimento, uma vez que também contribuímos para o sucesso”, sublinhou o porta-voz, lembrando que as remunerações variáveis dos dirigentes e os dividendos aos acionistas aumentam todos os anos.

Em Valência, onde o banco mantém a sua sede social, a concentração decorreu entre as 12:00 e as 13:00, à porta do edifício na rua Pintor Sorolla, com delegados sindicais a empunhar cartazes com o lema “Chega de espremer os trabalhadores” e bandeiras.

“Queremos abrir uma mesa de diálogo para negociar melhorias e evitar que os trabalhadores estejam em situação de colapso e sob pressão comercial para cumprir objetivos inatingíveis”, declarou à EFE o secretário-geral da CCOO no CaixaBank Comunidade Valenciana, Anselmo Martínez Jareño.

Segundo o responsável, os “objetivos inatingíveis” correspondem a um aumento de produção de 40% de um ano para o outro, e a uma pressão comercial “inaceitável”.

SCR // EA

Lusa/Fim

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