Taiwan condena “dura” pena de 20 anos de prisão aplicada a Jimmy Lai em Hong Kong

O Governo de Taiwan condenou hoje a “dura” sentença de 20 anos de prisão imposta em Hong Kong ao magnata da imprensa pró-democracia Jimmy Lai, denunciando o uso “ilegítimo” da segurança nacional para “reprimir as liberdades fundamentais”.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 9, 2026
6:06

entidade responsável pelas relações com a China continental — exigiu o “fim da perseguição política” e a “libertação imediata” de Lai, condenado por conspiração com forças estrangeiras e divulgação de publicações sediciosas.


“A severa pena aplicada a Jimmy Lai ao abrigo da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong não só o priva da liberdade pessoal e esmaga a liberdade de expressão e de imprensa, como também nega o direito fundamental dos cidadãos a responsabilizarem os seus governantes”, afirmou o MAC.


Segundo a entidade, este caso demonstra novamente que, sob o modelo de “um país, dois sistemas” promovido pelo Partido Comunista Chinês (PCC), as liberdades e direitos prometidos aos habitantes de Hong Kong “não passam de meras declarações formais”, tendo o sistema judicial sido convertido numa “ferramenta de repressão política e de vingança contra dissidentes”.


O Governo de Taipé criticou ainda o facto de os crimes imputados ao empresário incluírem a sua influência mediática e ligações internacionais no âmbito da segurança nacional, com o objetivo de “criar um efeito dissuasor que transcenda setores e fronteiras”.


“Não se trata de um caso isolado nem exclusivo de Hong Kong, mas de um sinal de alerta de que o PCC está a acelerar a exportação do seu autoritarismo”, declarou o MAC, apelando aos cidadãos taiwaneses para que “tomem como advertência a dolorosa experiência de Hong Kong” e protejam o seu “modo de vida livre”.


Jimmy Lai, veterano editor e fundador do jornal Apple Daily, crítico do Governo chinês e preso em 2020, foi declarado culpado em dezembro passado, num julgamento sem júri que durou 156 dias e é considerado o mais mediático desde a imposição da Lei de Segurança Nacional por Pequim na região semiautónoma chinesa em 2020.


 

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