A Symington Family Estates divulgou as primeiras perspetivas para a vindima de 2025, antecipando uma colheita menor, mas com sinais de qualidade promissora.
Segundo a análise de Charles Symington, Diretor de Produção e principal enólogo da Symington Family Estates, “perspetivam-se produções reduzidas, mas há sinais de qualidade promissora.” Regista-se uma redução no tamanho dos bagos até 30% inferiores à média no Douro, embora a fenologia tenha seguido um desenvolvimento regular.
As equipas de viticultura da empresa têm desenvolvido estudos de maturação desde início de agosto, “de modo a planear a vindima e obter as primeiras indicações sobre o potencial do ano.” Já estão a decorrer os preparativos para a vindima nas propriedades no Douro, Alentejo e Monção e Melgaço.
Charles Symington sublinha ainda que “uvas brancas já estão a ser vindimadas no Douro e no Alentejo, enquanto as castas tintas evoluem ainda sob o olhar atento e a estreita coordenação das equipas de viticultura e enologia da Symington.”
O ciclo de crescimento de 2025 tem sido marcado por maior inconstância. “Enquanto dezembro foi excecionalmente seco, com precipitação acima da média em janeiro, março e abril nas três regiões onde operam, no Douro o segundo mês de março foi o mais chuvoso deste século, com o abrolhamento a decorrer na última semana do mês, o que é próximo da média dos últimos 30 anos.”
Até ao final de julho, verificou-se um défice de chuva no Douro de cerca de 34%, com praticamente nenhuma precipitação em junho e julho, e quatro ondas de calor, “uma das quais bastante severa.” Durante a primeira quinzena de agosto, o Douro registou “uma onda de calor com dez dias consecutivos de temperaturas máximas sempre acima dos 40° centígrados, ultrapassando assim a onde de calor do verão de 2003 em que houve sete dias seguidos com temperaturas máximas acima dos 40° centígrados.” Embora as temperaturas não tenham sido tão elevadas nas propriedades do Alentejo e de Monção e Melgaço, estas também sofreram com a ausência de chuva no mesmo período.
Charles Symington explica que “as reservas de água do início do ciclo de crescimento propiciaram uma floração veloz e, de um modo geral, com bom vingamento. Contudo, o calor prolongado condicionou a evolução do ciclo e prevemos uma colheita mais curta. Primeiros indícios revelam bagos até 30% mais pequenos que a média no Douro, embora a fenologia tenha seguido – grosso modo – um desenvolvimento regular e temos sinais encorajadores que apontam para muito boa qualidade.”
Com a redução gradual de temperaturas e a possibilidade de alguns aguaceiros, “existem boas perspetivas para ter condições favoráveis para a reta final das maturações do conjunto das castas tintas.”
As equipas da Symington preparam-se para iniciar a vindima com a abertura das adegas na Quinta da Fonte Souto, no Alentejo, e no maior centro de vinificação no Douro, Quinta do Sol, antes de dar início ao pleno arranque nas várias adegas especializadas espalhadas pelas quintas no Douro








