Suíça lidera Índice Global de Risco e Resiliência no Investimento: Portugal surge no 63.º lugar

Estudo avalia a exposição dos países a riscos geopolíticos, económicos e climáticos, assim como a sua capacidade de adaptação e recuperação, revelando que a resiliência está cada vez mais concentrada em Estados pequenos e altamente adaptáveis. No top 5, completam a lista Dinamarca, Noruega, Singapura e Suécia

Executive Digest
Outubro 21, 2025
16:15

A Suíça foi classificada como o país mais resiliente do mundo no novo ‘Índice Global de Risco e Resiliência no Investimento’, desenvolvido pela consultora Henley & Partners em parceria com a plataforma de análise de IA AlphaGeo.

O estudo avalia a exposição dos países a riscos geopolíticos, económicos e climáticos, assim como a sua capacidade de adaptação e recuperação, revelando que a resiliência está cada vez mais concentrada em Estados pequenos e altamente adaptáveis. No top 5, completam a lista Dinamarca, Noruega, Singapura e Suécia.

O índice fornece uma estrutura sistemática para investidores, famílias e Governos enfrentarem um mundo marcado por riscos sobrepostos — desde conflitos geopolíticos e inflação a disrupções tecnológicas e alterações climáticas. Ao combinar a exposição ao risco e a capacidade de resiliência numa única pontuação, identifica os países mais bem posicionados para proteger e valorizar a riqueza a longo prazo, oferecendo também uma referência para medir a competitividade nacional.

Segundo Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, “este índice é uma ferramenta nova e útil para compreender onde residem os verdadeiros riscos soberanos e a resiliência. Para investidores, empresas e cidadãos globais, oferece uma clareza sem precedentes sobre onde depositar confiança e capital nos próximos anos”.

Portugal ocupa a 63ª posição nste índice pioneiro, sendo que a Suíça lidera o ranking global, seguida por Dinamarca, Noruega, Singapura e Suécia.

Portugal, com uma pontuação de 0,58, situa-se ligeiramente acima da média mundial de 0,55, refletindo uma resiliência moderada. Embora o país apresente uma boa capacidade de adaptação, enfrenta desafios relacionados à governação e à inovação que limitam o seu potencial de recuperação em cenários de risco elevado.

Em termos de programas de residência e cidadania por investimento, Portugal ocupa a 3ª posição no Índice Global de Programas de Residência, empatado com Itália e Reino Unido, todos com uma pontuação de 70. Este posicionamento reflete a atratividade do país para investidores e famílias que buscam segurança e estabilidade, embora tenha sido ultrapassado por países como Grécia e Suíça.

Além disso, a Standard & Poor’s (S&P) elevou a classificação de crédito de Portugal de “A” para “A+” em agosto de 2025, destacando a resiliência económica do país e a redução das suas responsabilidades financeiras externas. Apesar das incertezas globais, Portugal apresenta um crescimento económico moderado, impulsionado pelo consumo privado e pela recuperação do setor do turismo.

Em resumo, Portugal apresenta uma resiliência sólida, embora com áreas a melhorar, especialmente em termos de governação e inovação. O país continua a ser uma opção atrativa para investidores e famílias que buscam segurança e qualidade de vida, mantendo-se competitivo no cenário global.

Pequenos Estados à frente na resiliência global

A Suíça lidera o ranking global graças à inovação, governação sólida e indicadores sociais de risco muito baixos. A Dinamarca, a Noruega e a Suécia demonstram que crescimento equitativo, instituições robustas e políticas sociais orientadas para o futuro criam resiliência de topo. Singapura ocupa o 4º lugar, destacando-se pelo baixo risco legal e regulamentar. Outros países pequenos, como Luxemburgo, Finlândia, Gronelândia, Países Baixos e Alemanha, também figuram entre os mais resilientes, reforçando que a adaptabilidade, a inovação e a governação são decisivas.

No fundo do índice surgem Sudão do Sul, Líbano, Haiti, Sudão e Paquistão, onde instabilidade política, riscos legais e fraca governação comprometem a resiliência.

As economias do G7 destacam-se pela estabilidade e resiliência, lideradas pela Alemanha (10.º), seguida do Canadá, Reino Unido, França, EUA, Japão e Itália. Por outro lado, países dos BRICS apresentam perfis variados: China (49.º) combina risco moderado com resiliência elevada, enquanto a Rússia (94.º) apresenta alto risco e resiliência elevada. Índia (155.º), Brasil e África do Sul enfrentam riscos políticos e climáticos que limitam a sua estabilidade.

David K. Young, presidente do Comité de Desenvolvimento Económico do The Conference Board, reforça que “nações que alinham estabilidade com adaptabilidade transformarão a incerteza em prosperidade a longo prazo — o verdadeiro dividendo da resiliência global”.

O estudo evidencia que países com programas de residência e cidadania, como Singapura, Portugal, Malta ou Granada, conseguem atrair capital e talento, fortalecendo a governação e a estabilidade fiscal. Estes mecanismos permitem às famílias e investidores ultra-ricos diversificar portfólios soberanos e proteger a riqueza em contextos de alta volatilidade.

Kaelin conclui que “a resiliência importa agora mais do que a riqueza ou a estrutura política como motor do sucesso futuro. Para os investidores e famílias globais, oferece proteção e um poderoso motor para a criação de valor a longo prazo”. Portugal surge na 63ª posição do ranking global, destacando-se como um país com resiliência significativa, mas com espaço para reforçar a competitividade e capacidade de adaptação.

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