A companhia aérea irlandesa de baixo custo, Ryanair, começou a aplicar nesta quarta-feira, planos de despedimentos nas bases espanholas de Tenerife Sul, Lanzerote e Gran Canaria para 70 pilotos e 134 tripulantes de cabine de passageiros, confirmando desta forma o encerramento das respetivas bases.
Apesar do encerramento das três bases da Ryanair situadas em terras insulares, a empresa continua a operar as suas rotas programadas nas ilhas com normalidade.
O sindicato de pilotos da SEPLA informou que 20 pilotos e alguns tripulantes de cabine foram transferidos para outras bases aéreas, no entanto os restantes funcionários acabaram por ser demitidos, causando uma instabilidade crescente pois, de acordo com o secretário da organização da USO, Jairo Gonzalo, não existiu aviso prévio da demissão, inclusive alguns trabalhadores ainda não receberam a respetiva carta, segundo avança o jornal La Vanguardia.
A SEPLA classifica a situação como «fraudulenta», acrescentando que a demissão coletiva apresentada em setembro foi resolvida sem acordo entre as partes, «não forneceu aos trabalhadores a documentação básica necessária para provar a demissão descrita», tal como citado pelo jornal espanhol.
Os sindicatos que representam os pilotos avançaram com uma ação em dezembro perante o tribunal nacional, a contestar a demissão.
A Ryanair aponta como motivos para o encerramento das bases espanholas o atraso nas entregas do Boeing 737-MAX, a ineficiência das três bases da ilha, o alto custo das operações e a incerteza antes do Brexit e seu impacto nas Ilhas Canárias.












