Presidenciais: Centenas de portugueses fazem fila em Paris para votar e prevê-se participação histórica

Centenas de portugueses estão hoje a convergir para o consulado de Portugal em Paris para votar na segunda volta das presidenciais, com vários a exercerem pela primeira vez o seu direito de voto, prevendo-se uma participação historicamente elevada.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 8, 2026
12:28

o que não é permitido nas eleições presidenciais –, também decidiram vir hoje votar presencialmente pela primeira vez, apesar de terem acordado cedo para fazer o percurso de mais de uma hora de carro desde Compiègne, onde vivem, a cerca de 90 quilómetros de Paris.


O motivo para terem decidido deslocar-se pela primeira vez até às urnas é simples: “Desta vez é importante votar para ver se o país muda”.


“Preocupa-me muito o que se está a passar em Portugal e a estabilidade em Portugal. Somos portugueses, estamos fora, mas queremos sempre o melhor para o nosso país”, afirmou Rosa, antes de aproveitar o dia de sol para ir dar um passeio com o marido pela capital francesa.


Nestas eleições presidenciais, que decorrem hoje em Portugal, os eleitores portugueses no estrangeiro podem votar tanto no sábado como no domingo e, em França, foram abertas mesas nos consulados de Paris, Tours e Orleães. Ao contrário das eleições legislativas, que permitem tanto o voto presencial como o voto postal, nas eleições presidenciais apenas é possível o voto presencial.


À Lusa, a cônsul-geral de Portugal em Paris, Mónica Lisboa, disse que, na primeira volta das eleições presidenciais, a afluência de portugueses às urnas na capital francesa já tinha sido expressiva, mas, hoje, está a ser “ainda maior”.


“Até às 11:00, já votaram 1.700 pessoas em três horas. Entre ontem [sábado] e hoje, já votaram cinco mil eleitores. A primeira volta, no total, teve sete mil e qualquer coisa eleitores. Portanto, o número de votantes deverá ser ultrapassado”, referiu.


Entre as razões que poderão também ter ajudado a que tantos portugueses decidissem vir às urnas, está o facto de estar um dia de sol e céu azul em Paris. Esse foi um dos motivos que levou Sílvio Évora, de 48 anos, a vir de bicicleta com a mulher e os dois filhos votar ao consulado, também para dar o exemplo aos mais jovens sobre a importância de votar.


“O mais velho tem 10 anos, já faz muitas perguntas e, portanto, era importante mostrar [como se vota] para ele perceber como é que se passa, como é que a gente decide”, afirmou.


Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.


No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.


 

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