O CEO da Global Media, José Paulo Fafe, tem sido um dos principais visados na tempestade que se está a desenvolver no grupo que detém as marcas JN, DN e TSF, e que se espera que sejam despedidas uma massa significativa de trabalhadores.
José Paulo Fafe foi jornalista profissional até 1999, durante cerca de 20 anos, trabalhou em diversos meios, nomeadamente no Expresso, Grande Reportagem, Sábado e Tal&Qual. Após abandonar o exercício da profissão de jornalista, foi convidado pelo publicitário brasileiro Duda Mendonça a exercer funções de consultor de marketing político no Brasil, e em outros países da América do Sul, onde concebeu e coordenou diversas campanhas eleitorais.
É também consultor de marketing político, tendo atuado principalmente fora de Portugal, nomeadamente no Brasil e em outros países da América do Sul, sendo autor da obra Marketing Político, noções e outras histórias.
Desde muito novo que José Paulo Fafe privou com figuras importantes da cultura e política nacionais. O seu pai, o escritor José Fernandes Fafe, era grande amigo de nomes como Mário Soares e Maria Barroso, o primeiro que o viria a tornar o primeiro embaixador português em Cuba.
Em 2021, liderou a equipa que relançou o semanário “Tal & Qual”, descontinuado em 2007 e onde foi principal acionista e administrador, até maio de 2023.
O também empresário ainda está a pagar uma dívida com mais de 25 anos ao grupo que agora gere, da Chiado Consultores de Informação, uma pequena empresa de João Paulo Fafe com uma dívida de 150.567,13 euros, revela a ‘Sábado’.
Relativamente à sua dívida ao grupo Global Media, José Paulo Fafe disse à ‘Sábado’ que “não é estranho desde que eu cumpra o pagamento”, tendo avançado Domingos Andrade, ex-diretor da TSF, que até junho do ano passado foram pagos apenas 400 euros da dívida.
Para além de dever mais de 150 mil euros à Global Media, havia também outras dívidas ao Estado, de 33.641,50 euros de IVA e IRC; ao banco público, a Caixa Geral de Depósitos, eram 4.922,80 euros, revela a mesma fonte.
A empresa que geria abriu insolvência, após um longo processo, em fevereiro de 2022, tendo sido declarada fortuita, o que livrou José Paulo Fafe da inibição de ter cargos em sociedades no mínimo por dois anos.
Outro percalço empresarial de José Paulo Fafe foi a Full Motion, uma empresa de consultoria de imagem e de eventos que Fafe fundara em 2007, que a Autoridade Tributária (AT) iniciou a dissolução em 2013.
De acordo com a mesma fonte, Fafe queria depois montar um projeto de media para servir o mercado global de língua portuguesa, e um amigo da área financeira fez a ponte com a sociedade suíça Union Capital Group (Bruno Bellet e Clément Ducasse), dona do fundo World Opportunity Fund que comprou 51% da empresa que controla 51% da Global.
A Global Media encontra-se numa situação difícil, com centenas de trabalhadores sem o subsídio de Natal e o salário de dezembro, dívidas aos colaboradores externos e alegadamente milhões de euros em dívidas ao Fisco e à Segurança Social.





