Quais os desafios da economia internacional para os melhores jovens economistas? Conheça-os aqui

Os principais desafios que se colocam às economias mundiais são o tema da primeira de três conversas do BdP Podcast com vencedores do Prémio Jacinto Nunes. Em conversa, juntaram-se Tiago Campos, da Católica Porto – Business School e Simão Silva, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que trocam ideias com a economista Joana Garcia da equipa de estudos económicos do Banco de Portugal.

Beatriz Cavaca
Fevereiro 1, 2023
7:40

Os principais desafios que se colocam às economias mundiais são o tema da primeira de três conversas do BdP Podcast com vencedores do Prémio Jacinto Nunes. Em conversa, juntaram-se Tiago Campos, da Católica Porto – Business School e Simão Silva, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que trocam ideias com a economista Joana Garcia da equipa de estudos económicos do Banco de Portugal.

A conversa começou por se focar no tema da desglobalização, ou seja a inversão do processo até agora conhecido da globalização, muito visível na guerra comercial entre os EUA e a China, que começou em 2018 quando Donald Trump ainda era presidente dos EUA. Sobre este tema, Tiago Campos, da Católica Porto referiu que “tal como nas regras físicas, as guerras tem como objetivo enfraquecer o oponente e aumentar o nosso poder geopolítico, mas claro que para atingir este objetivo a população tem de passar por uma certa perda de bem estar”.

Já Simão Silva, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, falou sobre o Brexit, e as dificuldades por ele causado, nomeadamente no que diz respeito às barreiras ao comércio impostas. De acordo com o jovem “o acordo de comércio e cooperação UE/Reino Unido veio impor barreiras não tarifárias que afetam significativamente o tecido empresarial britânico”, nomeadamente no que diz respeito a carga de impostos e aumento da burocracia. Quanto à forma como estas questões afetam os consumidores europeus o jovem refere que “o aumento da complexidade em realizar negócios com os britânicos tem dissuadido os clientes europeus e contribuído para uma redução acentuada dos fluxos comerciais”.

E que lições se podem tirar da guerra e da pandemia para o futuro?

Tiago Campos recorreu ao exemplo do cientista Edward Lorenz, que desenvolveu um programa de simulação de meteorologia e sublinhou a importância de “pequenos distúrbios” se poderem transformar em grandes eventos. Exemplos disso são a guerra na Ucrânia ou o barco que ficou encalhado no canal do Suez e afetou a cadeia de fornecimentos a nível mundial. Assim, segundo o estudante “os agentes económicos terão de entender que os eventos extremos e imprevisíveis serão cada vez mais impactantes e frequentes”.

Ainda sobre o futuro, Simão Silva, salientou ainda a ideia de que as economias vão cada vez mais adotar políticas protecionistas, como foi o caso dos EUA em agosto do ano passado, no mercado automóvel e não muito bem visto pela União Europeia. Assim, “embora tenhamos assistido a uma escalada do protecionismo, temos choques deste tipo que já repetiram na história e a tendência que se tem verificado é a existência de um mundo globalizado”, diz.

Ana Mendes Godinho e Marcelo Rebelo de Sousa estão hoje na assinatura do “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens”

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