Manuel Marques, Vice-Presidente da Douro Azul, afirma que o setor do turismo “é hoje um motor a duas velocidades” e que são várias as dificuldades da empresa em recrutar e fixar talento dentro da organização.
O executivo começou a sua intervenção durante a conferência “Que profissionais teremos amanhã?” organizada pela AHRESP na Alfândega do Porto a referir que na Douro Azul sempre estiveram próximos das populações onde operam, e que o processo de recrutamento inicial incidia principalmente nestas populações. “Identificamos talento na região do Douro porque faz parte do propósito da empresa estar próximo das populações”, explica.
Posteriormente, confessa, sentiram a necessidade de envolver outras entidades, como é o caso do IEFP, para que houvesse oportunidade de atrair mais talento para a empresa.
“As pessoas aparecem menos e desistem mais rapidamente dos processos”, explica Manuel Marques, acrescentando que a empresa sentiu a necessidade de alterar o modus operandi no que respeita ao recrutamento, adotando novas políticas para esse mesmo recrutamento, bem como novas estratégias para a retenção de talento.
O Vice-Presidente da Douro Azul explicou que a empresa está organizada em três degraus, talk management, middle management e equipas de entrada. “Nestes territórios procuramos pessoas para entrar nas equipas de base, para as quais muitas das vezes não precisamos de competências técnicas especializadas, mas sim de soft skills e pessoas motivadas”, explica.
No entanto, Manuel Marques destaca a mudança de prioridades por parte dos candidatos num período pós pandemia. “As pessoas perceberam que precisavam de tempo, que o tempo era importante para elas”, disse o executivo, acrescentando que esta mudança de paradigma veio reforçar ainda mais a importância do foco na pergunta: “Como vamos garantir a atratividade do setor?”.
“Estamos numa guerra de procura de talentos”, sublinhou o executivo, acrescentando que temos em Portugal uma “lei laboral castradora” que não ajuda ao desenvolvimento e criação de equipas.
Manuel Marques sublinhou ainda que “estamos com uma redução da qualidade do serviço em Portugal”, destacando a importância de formar e preparar os colaboradores para responderem aos critérios de qualidade que as empresas pretendem alcançar.
“A boa notícia é que isto é uma crise que não é de Portugal, mas sim conjuntural”, frisou.














