O presidente da EDP, António Mexia, foi suspenso das funções que desempenhava na empresa, tendo ainda de pagar adicionalmente uma caução no valor de dois milhões de euros, devido ao processo das rendas excessivas, avança a ‘SIC’.
Segundo a estação televisiva, para além da suspensão e do pagamento da caução, António Mexia está também proibido de entrar nas instalações da EDP e tem o passaporte retido.
Também João Manso Neto, administrador da eléctrica e presidente da EDP Renováveis, foi suspenso no âmbito do mesmo processo, estando também ele proibido de frequentar as instalações da empresa. No seu caso a caução é de 1 milhão de euros.
Para a defesa de António Mexia, as medidas de coação propostas pelo Ministério Público são “ilegais”.
De recordar que no final do mês de Maio, já tinha sido avançada a possibilidade de Mexia, bem como de Manso Neto, e do administrador executivo da Redes Energéticas Nacionais, João Conceição, serem suspensos das suas funções pelo juiz Carlos Alexandre.
Em causa estava um eventual agravamento das medidas de coação aos três gestores, que se encontravam com termo de identidade e residência, desde que foram constituídos arguidos em 2017, devido à descoberta de novos factos.
Já na altura tinha sido dito, que para além da suspensão de funções (a medida de coação mais gravosa), este agravamento das medidas de coação podia também passar pelo depósito de uma caução junto dos autos, o que agora se confirma.
Mexia e Manso Neto enfrentam suspeitas de corrupção activa, bem como de participação económica no Caso dos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), onde são acusados pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de ter pago luvas ao antigo ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este processo encontra-se a ser investigado pelo DCIAP há cerca de oito anos.














