O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, considerou hoje que o aumento real dos salários em Portugal tem sido conseguido “à custa da margem das empresas”.
“O aumento real dos salários em Portugal tem sido maior do que o crescimento da produtividade e do PIB, logo, tem sido conseguido à custa da margem das empresas”, disse o responsável, falando para uma plateia de empresários em Lisboa, durante um almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal.
Defendendo um pacto social para que Portugal deixe de ser “um dos países mais pobres” da União Europeia (UE), Armindo Monteiro afirmou: “Se não houver um compromisso entre os parceiros sociais, não sairemos da cepa torta.”
A solução para que o país continue a crescer, segundo disse, passará “não por greves gerais ou protestos”, mas sim por fazer “uma negociação, sentados à mesa, sem jogos político-partidários”, numa alusão à contestação com que tem sido recebido o pacote laboral proposto pelo Governo.
O presidente da CIP lamentou ainda o facto de Portugal ter vivido nos últimos 40 anos “de mão estendida”, à espera dos fundos europeus, e incentivou as elites “a mobilizarem as pessoas para combaterem o assistencialismo”.
“Nestes 40 anos de adesão à Europa, recebemos mesmo muito e transformámos mesmo muito pouco”, disse ainda, recordando que o valor do Produto Interno Bruto (PIB) per capital nacional, de cerca de 27.200 euros, continua a ser inferior à média europeia, que é de 35.200 euros.














