Presidenciais: Ventura admite que será difícil uma vitória por ser “todos contra um”

O candidato presidencial André Ventura admitiu hoje que será difícil uma vitória no domingo, por ser uma eleição de “todos contra um”, escusando-se a estabelecer objetivos concretos para a noite eleitoral.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 6, 2026
23:05

um sistema inteiro de pessoas, de supostos notáveis, de figuras supostamente muito importantes. Todos contra a mesma pessoa, todos contra um projeto, todos contra uma candidatura”, vincou, afirmando que, perante esse cenário, “é muito mais difícil”.


Questionado por diversas vezes sobre objetivos para a noite eleitoral de domingo, André Ventura escusou-se sempre a estabelecer metas, vincando que quer apenas a vitória.


Para o candidato, a disputa de domingo está entre “um projeto de rutura, de mudança” e o do seu adversário, “de manter tudo na mesma ou, pelo menos, um projeto de continuidade”.


“Acho que o povo português no domingo tem uma oportunidade única, na minha perspetiva, de fazer um corte com o seu passado recente”, disse, reiterando que a vitória, apesar de difícil, poderá ser possível.


“Estou muito confiante no resultado de domingo e estou muito confiante que os portugueses vão optar por uma rutura”, disse.


Reconhecendo que na segunda volta faltou uma reflexão sobre diversos temas que preocupam o país face ao contexto de mau tempo, André Ventura considerou que, face às circunstâncias, o melhor que poderia ter feito seria “não ser indiferente ao sofrimento das pessoas”.


“Se for eleito Presidente do domingo, tudo farei para ser a voz desse descontentamento no sentido não da liderança da oposição, mas no sentido de que o país está descontente com o rumo que as coisas têm vindo a tomar e eu não vou ser o Presidente que vai com paninhos quentes deixar tudo igual”, disse.


Questionado sobre se reconhecerá a legitimidade das eleições depois de ter pedido o seu adiamento, André Ventura sublinhou que, apesar de ter “muitas ideias diferentes sobre o país”, gosta “de viver numa democracia”.


“Nunca porei em causa a nossa democracia nem contribuirei para que ela se degrade”, vincou.


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