Presidenciais: Guilherme d’Oliveira Martins aponta abstenção como “principal inimigo” de Seguro

Guilherme d’Oliveira Martins apontou hoje a abstenção como “principal inimigo” da candidatura de António José Seguro, enquanto a atriz Beatriz Batarda sublinhou a “dupla responsabilidade” do socialista de representar os que acreditam na sua visão e os democratas.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 5, 2026
23:37

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***


Lisboa, 05 fev 2026 (Lusa) – Guilherme d’Oliveira Martins apontou hoje a abstenção como “principal inimigo” da candidatura de António José Seguro, enquanto a atriz Beatriz Batarda sublinhou a “dupla responsabilidade” do socialista de representar os que acreditam na sua visão e os democratas.


O mandatário distrital de Lisboa da candidatura de António José Seguro, Guilherme d’Oliveira Martins, e a atriz Beatriz Batarda discursaram esta noite no Fórum Lisboa, num comício da candidatura presidencial do antigo líder do PS.


Guilherme d’Oliveira Martins enfatizou que até ao próximo domingo “há muito trabalho a fazer”, porque “não se ganham eleições nas sondagens” nem quando se é favorito, mas sim “pelo voto de todos”.


“O nosso principal inimigo é a abstenção. E a abstenção que aqui penalizará a própria democracia, uma vez que o nosso adversário prepara certamente, em qualquer circunstância, um discurso que é o discurso da desvalorização da democracia. E esse ponto não pode deixar de ter a nossa determinação”, alertou.


O antigo ministro sublinhou que, mais de 50 anos depois da Revolução dos Cravos, “é compreender que a soberania popular, o Estado de Direito, estão ligados à fidelidade à Constituição da República” para criticar quem defende a revisão da lei fundamental sem dizer “para quê” ou “com que conteúdo”.


Oliveira Martins elogiou também a experiência governativa de Seguro, com que trabalhou durante sete anos, para afirmar que encontrou sempre no socialista “atenção, cuidado, determinação , inteligência e competência”.


“Tenho a certeza de que o novo Presidente da República surpreenderá positivamente todos os cidadãos, garantindo que não há privilégios, garantindo que não há parcialidades, que não há favores, há sim trabalho e ação”, assegurou.


A atriz Beatriz Batarda, que interveio depois do mandatário distrital de Lisboa, elogiou António José Seguro por ter visitado as zonas afetadas pelas tempestades sem “precisar de ter as câmaras ligadas para ser incentivado a estar presente” e, dirigindo-se diretamente ao socialista, congratulou o seu desempenho.


“Disse que não era candidato da esquerda, mas o que se calhar ainda não sabia quando disse isso é que é o candidato da democracia”, declarou.


A atriz apontou ainda uma “dupla responsabilidade” António José Seguro nesta segunda volta: “Ser representante dos que acreditam na sua visão e também daqueles que idealizaram talvez outro presidente mas acreditam na democracia. É uma responsabilidade acrescida que em nada o assusta. Antes abraça com serenidade”.


Beatriz Batarda falou da necessidade de mudar o regime e não de “mudar de regime” – uma intenção que atribuiu a quem é “preguiçoso” -, porque “mudar o regime é só para quem está disposto a trabalhar e a errar” e representa uma luta “pelo que nos é comum e daqueles que sonham um país com futuro”.


“Não se muda fazendo rutura com a democracia. Como pudemos verificar nos últimos dias, aqueles que estão atentos e ouvem são os que unem as pessoas, acalmam os mais assustados, ajudam os mais frágeis, acolhem os que tudo perderam. Não se reconstrói um país com políticas de segregação, perseguição, movidas pelo medo e sobretudo pela ganância”, defendeu.


 


TS/JF // RBF


Lusa / Fim

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