Presidenciais: Carneiro recusa que vitória de Seguro seja um balão de oxigénio para o PS

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, recusou hoje que o resultado de António José Seguro seja uma “balão de oxigénio” para o partido porque estão em causa planos diferentes.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 8, 2026
22:57

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, recusou hoje que o resultado de António José Seguro seja uma “balão de oxigénio” para o partido porque estão em causa planos diferentes.


À chegada ao quartel-general de António José Seguro, de onde saiu menos de uma hora depois, José Luís Carneiro explicou porque é que marcou presença esta noite nas Caldas da Rainha, ao contrário do que fez na primeira volta: “Decidimos os dois não vir há três semanas e decidimos hoje os dois vir para dar um abraço, um abraço a um grande amigo de há muito tempo”.


Sobre se este era o “balão de oxigénio” que os socialistas precisavam depois de resultados negativos nas últimas eleições, José Luís Carneiro negou e pediu que “não se confundam os planos”, lembrando que “naturalmente o PS é um partido da oposição” e que esta foi “uma grande vitória dos democratas de todo o país”.


O líder do PS considerou que este é um resultado positivo para todos os “democratas, humanistas e os que se batem todos os dias” por um “país em que o diálogo, a tolerância se imponham à sobranceria, à arrogância, ao divisionismo” e desvalorização das instituições.


“A vitória de António José Seguro é uma vitória sua em primeiro lugar, da sua coragem. Ele avançou sozinho, com estimativas eleitorais muito baixas e, a partir de uma atitude de coragem, progressivamente conquistou os portugueses. Isto é uma grande alegria”, acrescentou.


Questionado sobre se não se arrepende de o PS não ter apoiado Seguro mais cedo, Carneiro disse que o resultado mostra que “a decisão foi tomada no momento oportuno”.


O líder do PS falou de “uma grande alegria para os socialistas de todo o país que um antigo secretário-geral, 25 anos depois, chega à Presidência da República”.


“Que se tenha em consideração que cerca de dois terços dos portugueses mostraram-se a favor da estabilidade constitucional e da defesa dos valores constitucionais. Isso é em si mesmo uma mensagem muito importante”, frisou.


António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.


Na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.477.717 de votos quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.


Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).


Dos mais de 11 milhões de inscritos para estas eleições presidenciais, mais de quase 3,5 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,7 milhões de votos, segundo os dados das 22:15, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.


Com votos ainda por contar, o novo Presidente da República tem uma percentagem superior a 66%, enquanto o líder do Chega supera os 33%.


Esta foi a 11.ª vez que os portugueses foram chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.


O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.


Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).



TS/JF // SF


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