Portugal injeta 6,4 milhões para acelerar presença na indústria dos semicondutores

A ANI vai financiar dois projetos liderados pelo INL e pelo Instituto de Telecomunicações, reforçando a participação portuguesa no European Chips Act e a ambição de integrar a cadeia de valor europeia dos semicondutores.

João Silva Gil
Janeiro 5, 2026
9:00

A Agência Nacional de Inovação (ANI) garantiu 6,4 milhões de euros para cofinanciar dois projetos estratégicos nacionais no âmbito da Parceria Europeia Chips Joint Undertaking (CHIPS JU), o principal instrumento do European Chips Act. As iniciativas são lideradas pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e pelo Instituto de Telecomunicações (IT) e são um sinal claro da aposta de Portugal na microeletrónica.

Os projetos integram o Pilar 1 – Iniciativa para os Circuitos Integrados para a Europa, que concentra esforços no desenvolvimento de linhas piloto, plataformas de design avançado, integração e packaging de chips. Estas áreas são consideradas essenciais para reduzir dependências externas e reforçar a autonomia tecnológica da União Europeia, num setor marcado por uma feroz competição global.

Com este financiamento, a ANI procura acelerar a execução da Estratégia Nacional para os Semicondutores e garantir que o país mantém presença ativa nas grandes iniciativas europeias ligadas à microeletrónica. A agência sublinha ainda que o investimento contribui para fortalecer o ecossistema científico e tecnológico nacional e para criar condições que permitam a Portugal captar mais projetos e competências num setor considerado crítico para a competitividade económica.

Para António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação, “este financiamento materializa o compromisso de Portugal com a Estratégia Nacional para os Semicondutores e com o European Chips Act, assegurando que o país participa ativamente em projetos europeus de elevada ambição tecnológica.”

A articulação entre fundos europeus e nacionais, defendida pela ANI, é vista como um dos pilares para consolidar a posição de Portugal na cadeia de valor dos semicondutores e para apoiar o crescimento sustentado de uma indústria considerada estratégica para a soberania tecnológica da Europa.

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