Porto Business School: Aposta em internacionalização e competências humanas

A Porto Business School inicia o ano lectivo com mais diversidade e um aumento de candidaturas internacionais. A inovação curricular e o reforço das competências humanas marcam a preparação dos novos alunos.

Executive Digest
Outubro 28, 2025
13:56

A Porto Business School inicia o ano lectivo com mais diversidade e um aumento de candidaturas internacionais. A inovação curricular e o reforço das competências humanas marcam a preparação dos novos alunos.

O novo ano lectivo arranca na Porto Business School com indicadores positivos e uma forte aposta na internacionalização. O crescimento no número de candidaturas, a diversidade de nacionalidades representadas e a procura crescente pelos programas de MBA e Pós-Graduação confirmam uma dinâmica de expansão e de reforço do prestígio da escola. A par disso, os currículos estão a ser actualizados com maior integração da Inteligência Artificial, novos métodos de ensino prático e um foco renovado nas competências humanas. Em entrevista à Executive Digest, Luís Garrido Marques, Vice-Dean da Porto Business School, partilha os principais resultados e prioridades da instituição.

Que balanço fazem das candidaturas recebidas para este novo ano lectivo? Houve mudanças no perfil ou nas expectativas dos candidatos face a anos anteriores?

O balanço é muito positivo. Confirmamos um crescimento no número de candidaturas internacionais e um aumento na pluralidade de nacionalidades que se candidatam. Ainda não temos o número final de candidaturas, mas estamos bastante próximos de preencher todas as vagas disponíveis nos principais programas de MBAs e Executive Masters internacionais. Os dados confirmam a tendência de crescimento. Por exemplo, no Executive MBA, depois de 74 alunos em 2023 e 70 em 2024, a expectativa é atingir os 85 alunos. Já o International MBA, que contou com 35 alunos em 2023 e 36 em 2024, deverá manter valores semelhantes este ano, mas com uma forte diversidade, cerca de 20 nacionalidades. O Global Online MBA, 8º do mundo no ranking do Financial Times, apresenta a maior evolução, passando de 38 alunos nos dois últimos intakes para cerca de 65 neste ano, representando 21 nacionalidades.

O que distingue os alunos que agora iniciam o seu percurso na Porto Business School, em termos de experiência profissional, diversidade e motivações?

Os novos alunos mantêm perfis fortes vindos das áreas tradicionais como gestão, finanças e consultoria. Porém, cresce o número de candidaturas de sectores como tecnologia, sustentabilidade, inovação social e indústrias criativas. Têm em comum a experiência profissional (vários anos) e a motivação de contribuir para mudança enquanto líderes, alinhados com o nosso lema Explore Forward. Lead the Change.”

Que principais actualizações curriculares ou metodológicas foram introduzidas nos programas de MBA e Pós-Graduação para este ano lectivo?

Temos um compromisso permanente de melhoria contínua do currículo para reflectir as necessidades do mercado e da sociedade. Isto inclui a integração transversal da Inteligência Artificial em diferentes unidades curriculares, avaliações e projectos práticos no programa; e o aumento de metodologias activas como simulações, estudos de caso reais, projectos de consultoria com empresas.

Exemplos concretos: o Business Impact Challenge, um projecto em que os nossos alunos trabalham em equipas durante vários meses para resolver desafios reais de empresas com orientação próxima de tutores; e novas cadeiras como AI for Business e Sustainability with Impact.

Destaca-se ainda o fortalecimento das competências humanas (líderança, ética, comunicação, colaboração) como parte essencial dos programas.

O Global Online MBA tem ganho destaque internacional. Como asseguram que continua competitivo e inovador face a uma oferta global cada vez mais vasta?

Este programa ocupa a 8.ª posição mundial no ranking Online MBA do Financial Times 2025. É uma distinção que traz grande responsabilidade. Para mantermos essa posição apostamos em:

  • Alunos de diferentes geografias, fusos horários e perfis profissionais para garantir pluralidade;
  • Evolução contínua do conteúdo e metodologia para ajustar às exigências do ensino online e híbrido;
  • Oferecer experiências internacionais mesmo no formato online, parcerias com escolas de referência e oportunidades de imersão virtual/internacional;
  • Flexibilidade, personalização e suporte dedicado ao aluno para responder às necessidades de quem trabalha, viaja ou vive fora de Portugal.

Qual é hoje o peso da internacionalização na escola — quer no corpo docente, quer no perfil dos estudantes e experiências académicas?

A internacionalização está no centro da estratégia da PBS. Dados que se confirmam:

  • Temos as três acreditações internacionais (AMBA, AACSB, EFMD);
  • O Global Online MBA evidencia forte internacionalização de alunos vindos de várias nacionalidades que colaboram, aprendem e trocam perspectivas.
  • Nos programas de MBAs e Executive Masters presenciais registamos um aumento da procura dos mesmos em inglês, maior recrutamento internacional e parcerias estratégicas com escolas externas para intercâmbios ou componentes internacionais. Estamos a desenvolver parcerias estratégicas com Business Schools internacionais para a criação de mais oferta em Double Degrees, que tem sido um formato com muita atractividade para o mercado nacional e internacional.

Em termos de acreditações e rankings internacionais, que impacto têm tido nos vossos planos estratégicos e na procura pelos programas?

As acreditações internacionais e os rankings têm impacto reforçado na atracção de talento, tanto nacional como internacional. Alguns dados confirmados: o Global Online MBA obteve o 8.º lugar mundial no ranking do Financial Times em 2025 e este ano é claramente um dos programas com maior procura, como referido acima. Estas conquistas ajudam-nos a posicionar-nos no mercado global, a valorizar o currículo da escola e a despertar interesse de candidatos com maior perfil.

Que novos apoios estão disponíveis para os alunos no início deste ano lectivo, seja em mentoring, desenvolvimento de soft skills ou acompanhamento de carreira?

Este ano, a Porto Business School reforçou os apoios aos seus alunos em várias frentes. Desde logo, através do fortalecimento do programa de bolsas, essencial para garantir a pluralidade de perfis entre os candidatos. Foi também ampliada a equipa de Student Services, com particular foco nos alunos internacionais, assegurando um acompanhamento mais próximo e imediato.

No eixo das carreiras, a escola expandiu a oferta de mentoring, workshops e sessões de coaching individual, preparando os alunos para os desafios do mercado. Paralelamente, está a ser desenvolvida a rede internacional de alumni, que se assume como um suporte valioso tanto para antigos alunos, na progressão da sua carreira, como para os actuais, através de mentoria e de conexões globais.

Como evolui a relação com empresas e parceiros para garantir que os alunos enfrentem desafios reais e projetos de impacto durante o curso?

Continuamos a ligar os programas à realidade empresarial por meio de projectos de consultoria real, como o Business Impact Challenge, onde os alunos enfrentam desafios estratégicos de empresas, aplicam conhecimento prático e produzem soluções reais. Essa conexão assegura relevância, aplicabilidade e impacto tangível.

O que procuram actualmente num candidato a MBA ou Pós-Graduação da PBS? Que tipo de perfil consideram ideal para aproveitar ao máximo a experiência?

Procuramos pessoas curiosas, ambiciosas, com atitude de liderança, vontade de impacto e adaptabilidade. Alunos que queiram explorar novos caminhos e liderar a mudança, como propõe o nosso lema “Explore Forward. Lead the Change.” Mais do que credenciais, valorizamos propósito, ética, capacidade de trabalhar em diversidade e enfrentar desafios.

Quais são hoje os sectores mais promissores para os graduados dos vossos programas? Notam mudanças nas áreas de saída face ao que acontecia há cinco anos?

Sectores como tecnologia, economia verde, saúde, serviços financeiros e análise de dados estão a crescer fortemente. Importa destacar que desde o início dos programas há acompanhamento personalizado dos alunos para traçar trajectórias profissionais coerentes, com orientação desde o início para aquelas áreas que mais mercado têm.

Que grandes desafios económicos ou tecnológicos estão a condicionar a forma como preparam os alunos neste arranque de ano lectivo?

Vivemos num contexto global incerto: mudanças geopolíticas, rápida evolução tecnológica, urgência climática. Além disso, há desafios nas expectativas dos alunos: procuram formação que lhes permita não apenas resolver problemas concretos, mas também antecipar tendências. O nosso objectivo é preparar líderes que possam explorar sem receio e liderar com coragem, tendo as skills (pensamento crítico, ética, resiliência, inovação) para navegar com confiança esse ambiente.

Quais são as prioridades estratégicas da Porto Business School para os próximos anos, em termos de inovação pedagógica, internacionalização e impacto na comunidade empresarial?

As prioridades estratégicas da Porto Business School para os próximos anos passam por três eixos centrais. Em primeiro lugar, a internacionalização, com o aumento da oferta de programas em inglês, um recrutamento mais diversificado e o reforço de parcerias globais.

Outro foco é a inovação de produto, assente no Dynamic Learning Model, que adapta formatos, conteúdos e métodos de ensino para responder às exigências de um mundo em constante transformação.

Por fim, a escola assume como missão preparar líderes para o futuro, tanto em Portugal como no plano internacional, através de ligações fortes com empresas e organizações e de programas que desafiam os alunos a liderar a mudança e a gerar impacto real.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formação de executivos”, publicado na edição de Setembro (n.º 234) da Executive Digest.

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