Plataforma oferece trabalho remoto a dois milhões de portugueses em quarentena

Na plataforma Fixando podem encontrar-se oportunidades de trabalho para professores, explicadores ou personal trainers, que queiram ensinar à distância.

Simone Silva
Março 27, 2020
12:54

A plataforma nacional para a contratação de serviços locais, ‘Fixando’, defende que apesar de estarem em quarentena, existem muitas actividades profissionais que não necessitam de estar paradas.

Por esse motivo, a ‘Fixando’ lançou um serviço com o objectivo de «gerar novas oportunidades de trabalho remoto a dois milhões de profissionais portugueses que se encontram em casa devido à quarentena imposta pelo Governo com a covid-19», proporcionando às pessoas «novas formas de continuarem a auferir rendimentos, de forma remota, protegendo-se a si e aos outros». Os interessados devem consultar o site da plataforma.

«Acreditamos que esta é uma oportunidade para os portugueses moldarem as suas profissões à conjuntura actual, onde um professor pode agora leccionar online, um ‘personal trainer’ pode encontrar clientes interessados em praticar desporto a partir de casa, ou uma empresa de ‘catering’ adaptar rapidamente o seu negócios e oferecer ‘masterclasses’ sobre a preparação de refeições», indica Alice Nunes, directora de desenvolvimento de negócio da plataforma.

Com a criação desta plataforma a empresa espera que «no espaço de semanas, se assista a um aumento exponencial do número de profissionais a adaptar-se ao tele-trabalho e o sector dos serviços não será excepção» com empresa a dar «sugestões de adaptação de negócios à nova realidade em contexto de crise».

«Teremos mais de 20 mil profissionais a encontrarem na transição para o remoto a continuidade do negócio», explica Alice Nunes, acrescentando que a plataforma tem registado, «desde a declaração do Estado de Emergência, um aumento exponencial na procura de serviços de entregas de refeições, a quem tem sugerido novas soluções de actuação, bem como a adaptação de motoristas privados às entregas».

No caso dos portugueses, o período de quarentena está corresponde a 38,5% de teletrabalho, ainda que 9,9% ainda faça uma vida profissional fora de casa – segundo avança a Fixando, com base em dados recolhidos a 23 de Março junto de profissionais registados na plataforma.

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