Petição de Cristina Ferreira contra cyberbullying reúne mais de 42 mil assinaturas em menos de 24 horas e já pode ir ao Parlamento

Esta iniciativa surge no âmbito da publicação do livro «Pra Cima de Puta», sobre a mesma temática, lançado há pouco mais de uma semana, e que já vai na sua terceira edição.

Simone Silva
Novembro 30, 2020
16:32

A petição «contra o ódio e a agressão gratuita na internet», lançada no domingo pela apresentadora Cristina Ferreira, conta com já com 42.329 assinaturas, o que significa que já pode ser discutida na Assembleia da República, pois precisava apenas de quatro mil assinaturas para tal.

Esta iniciativa surge no âmbito da publicação do livro «Pra Cima de Puta», sobre a mesma temática, lançado há pouco mais de uma semana, e que já vai na sua terceira edição. Os direitos de autor do livro serão doados a entidades dedicadas a este problema, segundo Cristina Ferreira.

 

Na descrição da petição a apresentadora escreve: «A internet trouxe possibilidades extraordinárias, das quais eu e muitos de nós, publicamente ou em privado, beneficiamos. Mas é ainda um território sem lei. Discursos de ódio multiplicam-se exponencialmente nas redes sociais e nas caixas de comentários das notícias (e de textos que em nada cumprem o que se ensina nos cursos de jornalismo)».

«A maldade grassa, o fel destila. A maledicência, a ignomínia e a mentira atingem níveis de tal modo avassaladores que as próprias redes sociais procuram limitar intervenções potencialmente perigosas de políticos e utilizadores com grande visibilidade», alerta.

A apresentadora defende que ,sem formas de regulação, sem o exercício da regulação, julgamentos sumários e agressões gratuitas continuarão a multiplicar-se impunemente na internet. Esta maledicência de extrema violência – este tipo de crime! – não pode continuar».

«O cyberbullying tortura milhares de crianças, que crescem com problemas sérios e chegam até a suicidar-se. Permito-me temer que continuarmos a ignorar este estado de coisas acarretará consequências devastadoras, irreversíveis – será matar a cidadania e a democracia», afirma.

O título deste livro, segundo Cristina Ferreira, não é mais do que «uma chamada de atenção», refere descartando qualquer lucro com a publicação, mas antes a vontade «que este debate se faça. Para que todos nós, hoje, e os nossos filhos, amanhã, não sejamos gente menor do que poderíamos ser».

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