No primeiro trimestre de 2022, os preços dos seguros aumentaram 11% em termos globais, resultado que mantém a tendência de estabilização de aumentos que se iniciou no primeiro trimestre do ano passado.
Apesar de ser mais um aumento, pelo 18º trimestre consecutivo, é mais moderado em muitos ramos e em praticamente todas as geografias.
As conclusões são do “Global Insurance Market Index” divulgado esta quarta-feira pela Marsh, uma empresa de consultoria de risco e corretagem de seguros.
No Reino Unido, houve um aumento do preço dos seguros de 20%, face a 22% no último trimestre de 2021 e nos EUA os preços aumentaram 12%, face a 14% no trimestre anterior. Na região do Pacífico, a subida foi de 10%, face a 13% no último trimestre de 2021, enquanto a Ásia registou um aumento de 3%, abaixo dos 4% do trimestre anterior.
Na Europa continental, onde se insere Portugal, o aumento foi de 6%, uma queda de 9% face ao trimestre anterior.
Os prémios que voltaram a ter a maior taxa de aumento voltaram a ser os nas linhas financeiras e profissionais, com uma subida de 26%, influenciados principalmente pelos seguros de cyber. Apesar de serem o setor com maior aumento, registaram uma queda face ao valor de 31% do trimestre anterior, devido a um crescimento mais reduzido dos seguros de responsabilidade civil de administradores e diretores.
Um dos focos das seguradoras são os riscos cibernéticos, que estão a causar um aumento nos preços dos seguros devido ao crescimento da frequência e severidade de sinistros de ransomware. Desta forma, as seguradoras estão a tentar tornar os termos e condições destes seguros mais restritivos, principalmente por causa da guerra na Ucrânia.
“A guerra na Ucrânia, que é, acima de tudo, uma tragédia humanitária, acrescentou pressão ao que já é um mercado de seguros desafiante para os nossos clientes”, explica António Morna, Diretor de Placement da Marsh Portugal.
Um outro fator preocupante é o aumento acentuado da inflação, que já está a ter impacto nos sinistros de vários setores, sendo assinalada como uma preocupação das seguradoras em todas as localizações que estão a ser afetadas.
“Estamos também a começar a ver o impacto do aumento da inflação nos custos das perdas e no crescimento da exposição, o que por sua vez pode afetar os preços. Contudo, as bases do mercado permanecem fortes e esperamos que os aumentos dos preços continuem a sua tendência moderada. Continuaremos a ajudar os clientes a encontrar preços e coberturas competitivos, bem como perceções significativas sobre como a dinâmica de mercado em rápida mudança pode ter impacto nos seus riscos”, conclui António Morna.














