Digitalizar para evoluir: o papel das novas tecnologias na reabilitação moderna

Opinião de Vasco Magalhães, Diretor Geral da MELOM e Querido Mudei a Casa Obras

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Agosto 26, 2025
13:27

Por Vasco Magalhães, Diretor Geral da MELOM e Querido Mudei a Casa Obras

A reabilitação urbana já não vive apenas da memória e da tradição. Vive, cada vez mais, da capacidade de integrar o passado com as ferramentas do futuro. A digitalização no setor da construção e da reabilitação tem vindo a transformar profundamente a forma como se pensa, se projeta e se executa um edifício, ou uma obra. É uma mudança silenciosa, mas estrutural, que está a elevar os padrões de qualidade, eficiência e sustentabilidade do mercado.

Ferramentas como o Building Information Modeling (BIM) permitem hoje antecipar desafios, simular soluções e planear com um rigor impensável. No contexto da reabilitação, onde os imprevistos são regra e não exceção, esta capacidade de previsão torna-se essencial. Trabalhar sobre estruturas existentes exige compatibilizações cuidadosas, respeito pelos materiais originais e uma leitura precisa do edifício, algo que o BIM facilita de forma notável.

A digitalização chega também pelos céus, com o uso de drones para mapeamento, inspeção e monitorização de obra. Estas tecnologias reduzem riscos, aceleram processos e oferecem dados valiosos em tempo real. Ao mesmo tempo, softwares de gestão permitem acompanhar cada fase do projeto com transparência, rigor orçamental e cumprimento de prazos, potenciando uma nova cultura de responsabilidade e controlo.

Mas a tecnologia não é apenas uma ferramenta técnica, é também um motor de sustentabilidade. A redução de erros, a otimização do uso de materiais e a gestão mais eficiente de recursos contribuem para obras com menor impacto ambiental e maior desempenho energético. E, num setor onde cada vez mais se procura o equilíbrio entre eficiência e património, entre inovação e memória, este avanço é uma mais-valia incontornável.

Na MELOM, acreditamos que o futuro da reabilitação passa por esta fusão entre conhecimento técnico, sensibilidade arquitetónica e inovação digital. Construir valor hoje é, mais do que nunca, saber transformar com inteligência e isso começa por digitalizar com propósito.

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