O impacto da Inteligência Artificial na gestão de custos e eficiência em TI

Opinião de Paulo Amorim, Engenheiro Mecânico Nuclear pela Universidade do Utah (EUA), MBA pela BYU Marriott School of Business e CEO e fundador da K2A Technology Solutions

Executive Digest
Fevereiro 4, 2026
10:58

Por Paulo Amorim, Engenheiro Mecânico Nuclear pela Universidade do Utah (EUA), MBA pela BYU Marriott School of Business e CEO e fundador da K2A Technology Solutions

A crescente complexidade dos ambientes de Tecnologias da Informação e a pressão constante para a redução de custos têm levado as empresas a procurar soluções mais inteligentes e estratégicas. Neste contexto, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma inovação experimental e passou a assumir um papel central na gestão de custos e na eficiência operacional em TI, sobretudo em organizações que lidam com grandes volumes de dados, sistemas e infraestruturas.

A IA permite analisar, em tempo real, o consumo de recursos tecnológicos, identificando desperdícios e oportunidades de otimização. Em ambientes de cloud, por exemplo, algoritmos inteligentes conseguem prever a procura, ajustar automaticamente a capacidade contratada e recomendar a desativação de serviços subutilizados. Segundo a Gartner, empresa global de referência em investigação no setor tecnológico, as organizações que recorrem a ferramentas de otimização baseadas em IA podem reduzir os custos de infraestrutura em até 30%, sem comprometer o desempenho dos sistemas.

Para além do impacto financeiro direto, a Inteligência Artificial transforma também a forma como as equipas de TI operam. Processos repetitivos e operacionais, como a monitorização de sistemas, a análise de incidentes e a abertura de pedidos de suporte, podem ser automatizados através de IA. Isto reduz falhas humanas, acelera a resolução de problemas e liberta os profissionais para se concentrarem em atividades mais estratégicas, aumentando a produtividade e a eficiência das equipas.

Outro benefício relevante está na tomada de decisão. Com o recurso a análises preditivas, os gestores de TI passam a antecipar riscos, planear investimentos com maior precisão e justificar despesas com base em dados concretos. A IA permite identificar constrangimentos antes de estes impactarem o negócio, reduzindo custos associados a interrupções não planeadas, retrabalho e correções de emergência.

A adoção da Inteligência Artificial contribui ainda para uma governação mais eficiente. Relatórios automatizados, análises de desempenho e indicadores em tempo real ajudam as empresas a manter o controlo sobre contratos, licenças e ativos de TI, garantindo maior transparência e alinhamento com os objetivos estratégicos. Num cenário de transformação digital acelerada, esta visibilidade é essencial para sustentar um crescimento sólido e sustentável.

Perante este panorama, investir em Inteligência Artificial na gestão de TI deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade competitiva. Quando aplicada de forma estratégica, a IA permite às empresas fazer mais com menos, equilibrando a redução de custos, a eficiência operacional e a inovação contínua. Desta forma, a área de TI deixa de ser apenas um centro de custos e afirma-se como um pilar fundamental para o crescimento e a sustentabilidade dos negócios.

 

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