O futuro do sistema bancário e do intermediário de crédito

Opinião de Ricardo da Costa e Oliveira, da Maxfinance ENFIN.

Executive Digest
Março 25, 2025
12:36

Por Ricardo da Costa e Oliveira, da Maxfinance ENFIN.

O sistema bancário está a passar por uma transformação significativa impulsionada pela digitalização, pela ascensão das fintechs e pela mudança nos hábitos dos consumidores. O papel do intermediário de crédito também está a evoluir nesse contexto, trazendo novos desafios e oportunidades.

Nesse sentido o sistema bancário vai, tendencialmente, adaptar-se e ter uma digitalização acelerada, através da popularização dos bancos digitais e das carteiras eletrónicas.  Tornando, desta forma, os consumidores cada vez mais independentes das agências físicas, possibilitando o surgimento de novos concorrentes no mercado bancário e criando uma competitividade maior que beneficiará os consumidores com taxas e serviços mais competitivos.

O uso de formas de inteligência artificial para triagem, análise de crédito e deteção de fraudes está, cada vez mais, a tornar os processos mais ágeis e precisos perdendo-se, no entanto, o efeito e aspecto relacional e pessoal no sistema bancário. A responsabilidade social e ambiental, também ganha espaço, levando os bancos a adotarem práticas sustentáveis nas suas operações.

Do lado do intermediário de crédito, com as mudanças tecnológicas e regulatórias, o intermediário vai necessitar de se adaptar e ser resiliente para continuar relevante. Algumas dessas valências têm de complementar e substituir a forma de actuar do serviço bancário no futuro. Falo de consultoria personalizada. Ao invés de apenas conectar clientes a bancos, os intermediários precisam oferecer consultoria especializada, ajudando os consumidores a tomarem decisões mais informadas e conscientes.

Contudo, é relevante utilizar a tecnologia a seu favor como complemento para gerir o tempo e expandir o raio de actuação para novos mercados a nível geográfico. Para tal, deve utilizar ajudas como plataformas automatizadas e comparadores de crédito para preparar as suas apresentações e reunir informação junto do sistema bancário.

É também essencial que a regulamentação, especialmente a fiscalização dos serviços financeiros (bancários e de intermediação), se torne mais rigorosa, reforçando a transparência e a conformidade aplicada aos intermediários.

Em resumo o futuro do setor bancário e da intermediação de crédito traz desafios, como a necessidade de adaptação às novas tecnologias e mudanças regulatórias. Abre também oportunidades para serviços mais eficientes, acessíveis e personalizados. A chave para o sucesso estará na capacidade de inovar e agregar valor real ao consumidor.

A evolução do sistema bancário e da intermediação de crédito está diretamente ligada à tecnologia e às mudanças nos hábitos de consumo. Enquanto os bancos se tornam cada vez mais digitais e acessíveis, os intermediários precisam diferenciar-se, oferecendo serviços personalizados e consultoria especializada.

O futuro, na verdade, promete um ecossistema financeiro mais ágil, eficiente e centrado no cliente.

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