Abelhas é sinónimo de flores e Primavera, mas também de dois problemas que estão a levantar sobrancelhas um pouco por todo o mundo: por um lado, há uma questão ética relacionada com a forma como estes animais são tratados no âmbito da produção de mel; por outro, verifica-se um problema ambiental relacionado com a extinção da espécie.
No que ao primeiro problema diz respeito, a Fast Company lembra que esta já não é uma questão apenas para consumidores vegetarianos – que há anos que se debatem com a ideia de se é correcto ou não comer mel. Actualmente, esta dúvida é transversal a diferentes grupos de consumidores, preocupados com a produção industrial de mel.
Apresentado como um processo benéfico para abelhas e humanos, a produção de mel não passa apenas por deixar estes animais seguirem a sua rotina normal. Embora se trate de uma actividade natural para as abelhas, a quantidade de mel extraída pelos humanos é significativamente superior à que seria produzida normalmente.
No seu habitat natural, as abelhas produzem apenas mel suficiente para se alimentarem durante o Inverno. Porém, nas colmeias industriais, os apicultores substituem o mel produzido por um tipo de açúcar que não assegura as necessidades nutricionais das abelhas, resultando na morte destes insectos.
Além disso, há algumas empresas que cortam as asas à abelha-rainha para impedir a criação de enxames – o método natural de reprodução das colmeias.
Para os consumidores a quem esta questão não importa, há outra questão a motivar descontentamento. Tal como sublinha a Fast Company, a produção industrial de mel expande outro problema que já existe no ecossistema natural: o declínio das populações de abelhas. E, neste caso, as consequências negativas deverão afectar também os humanos.
A longo prazo, a extinção das abelhas impactará a cadeia alimentar, já que são elas as responsáveis por polinizar 71% das colheitas necessárias para dar origem a cerca de 90% de toda a comida a nível mundial. Segundo a organização Environment America, o fim das abelhas resultaria também no fim das amêndoas, maçãs ou morangos, bem como das ervas utilizadas para alimentar gado, por exemplo.














