O presidente russo, Vladimir Putin, lançou esta quarta-feira uma ordem para que as autoridades sanitárias iniciem o processo de vacinação em massa contra o novo coronavírus na Rússia, já a partir da próxima semana, avança a agência ‘Reuters’.
«Vamos esclarecer isto, a vacinação em massa vai começar na próxima semana. Temos de começar a trabalhar já», disse Putin à vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, segundo a mesma agência norte-americana.
Os profissionais de saúde e os professores serão os primeiros a receber a vacina contra a doença viral, num país que regista atualmente um total de 2.347.401 casos confirmados do novo coronavírus, bem como 41.053 vítimas mortais e 1.830.349 pacientes recuperados desde o início da crise de saúde pública.
Recorde-se que a 21 de Novembro a Rússia anunciou que a sua vacina Sputnik V contra a covid-19, desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo, tinha uma eficácia de 95%, após resultados preliminares.
Em comunicado, o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia (FIDR) informou que a vacina mostrou, 42 dias após a primeira dose, uma eficácia de mais de 95% e que custará menos de 10 dólares (cerca de oito euros) a dose.
De acordo com dados preliminares da segunda análise, a eficácia da vacina russa após 28 dias é de 91,4%. Nesse sentido, as análises clínicas mostraram, para uma eficácia de 91,4%, um total de 39 infetados, incluindo voluntários que receberam placebo (31) e aqueles a quem foi administrada a vacina (oito).
No total, 14.095 voluntários receberam vacina e 4.699 placebo, segundo a nota oficial. Cerca de 40 mil voluntários participaram na fase três, mais de metade receberam a primeira dose e os restantes a primeira e a segunda. Durante as análises, os especialistas russos não detetaram reações adversas “imprevistas” à vacina entre os voluntários.
O FIDR observou que o preço, inferior a 10 dólares a dose, é duas vezes menor que as vacinas que usam mRMA, ou seja, a americana Moderna e a Pfizer. Além disso, a Rússia já lançou a produção da vacina desidratada, baseada na tecnologia de liofilização, o que facilitará significativamente o seu transporte para mercados internacionais.












