População ativa e emprego atingem máximos históricos, apesar do aumento do desemprego

A população ativa em Portugal atingiu um novo recorde, superando os 5,5 milhões de pessoas, de acordo com a análise da Randstad Portugal baseada nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social.

André Manuel Mendes
Março 31, 2025
16:19

A população ativa em Portugal atingiu um novo recorde, superando os 5,5 milhões de pessoas, de acordo com a análise da Randstad Portugal baseada nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social.

Em fevereiro de 2025, o número de pessoas empregadas aumentou 2,2% face ao mesmo período do ano anterior, representando um acréscimo de 111.300 trabalhadores. A população ativa cresceu 2,1% (mais 115.800 pessoas), refletindo uma tendência de crescimento sustentado do mercado de trabalho. Em relação a janeiro, registou-se um ligeiro aumento tanto do emprego (mais 2.100 pessoas) como da população ativa (mais 7.000 pessoas).

No entanto, a taxa de desemprego subiu para 6,4% em fevereiro, um aumento de 0,1 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior, mas uma ligeira descida de 0,1 p.p. face ao mesmo período de 2024. O crescimento do desemprego foi transversal a todos os grupos populacionais. Entre os jovens (16-24 anos), registou-se um acréscimo de 2.300 desempregados (2,9%) face a janeiro, enquanto na faixa etária dos 25-74 anos o aumento foi de 2.500 pessoas (0,9%). Em termos anuais, o desemprego cresceu entre os homens (7,9%) e os adultos (3,3%), mas diminuiu entre as mulheres (4,3%) e os jovens (4,9%).

Apesar do aumento da taxa de desemprego, os dados do IEFP indicam uma diminuição do desemprego registado nos Centros de Emprego em fevereiro. Comparado com janeiro, houve uma redução de 0,8% nos pedidos de emprego e de 0,3% no número de desempregados registados. A queda foi mais acentuada nas regiões de Lisboa (3,3%) e Norte (2,3%).

Em termos homólogos, a tendência inverte-se, com um aumento de 0,2% nos pedidos de emprego e de 2,3% no número de desempregados registados. O Norte, a Área Metropolitana de Lisboa e o Centro foram as regiões onde este crescimento foi mais expressivo.

Relativamente às remunerações por trabalho dependente, o valor médio registado em janeiro foi de 1.478,50 euros, um aumento de 4,2% face ao mesmo mês de 2024. No entanto, comparado com dezembro, verificou-se uma redução de 12,7%, impactada pelo pagamento de subsídios de Natal.

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