
Em meados do ano passado começaram a surgir rumores que indicavam que a Classe X estaria “com problemas”, depois da Mercedes-Benz ter cancelado os planos para produzir a pick-up na Argentina. Pouco depois a imprensa internacional revelava que o problema seria ainda maior e que a fabricante automóvel queria desistir do modelo.
A confirmação do fim da Classe X chegou agora com um responsável da marca alemã a dar uma entrevista ao Auto Motor und Sport e a explicar que a pick-up é um produto de nicho, apenas importante para alguns mercados como o australiano e o sul africano.
A Mercedes-Benz afirmou que revê o seu portefólio com frequência para decidir quais os modelos que devem continuar e quais devem ser descontinuados – o que levou à decisão de acabar com a pick-up Classe X apesar de se um modelo bastante novo.

Tendo como base a mesma plataforma da Nissan Frontier e da Alaskan, a Classe X foi lançada em 2017, mas nos dois anos em que esteve no mercado, a pick-up teve um resultado muito aquém das expetativas: apenas 16.700 unidades vendidas na África do Sul, Austrália e Europa. Um número baixo justificado pelo preço (demasiado) elevado da versão de entrada – 37.294 euros – e por diversos recalls.
Outro motivo para o fim de produção do modelo poderá estar relacionado com a Aliança Renault-Nissan que se terá degradado nos últimos meses (com os problemas criados com a prisão e fuga de Carlos Ghosn).














