Stephanie Sá da Silva, mulher do ministro das Finanças Fernando Medina terá estado envolvida na preparação do negócio em que a TAP adquiriu 53 aviões Airbus A330, A321 e A320, e que irão custar à TAP mais de 3 mil milhões de euros.
O nome da advogada, que na altura ainda não era assessora jurídica na TAP, aparece na tradução de uma carta da BOC Aviation para David Neelman, segundo o Correio da Manhã, quando Stephanie estava na equipa de advogados que assessorou juridicamente Neelman na privatização da companhia Aérea, em 2015.
Na missiva, contam as condições para a compra de 14 aviões A330neo e A321neo.
Confrontada com o facto, pelo mesmo jornal, Stephanie Sá da Silva garante que não participou em nenhum aspeto da negociação da transação referida, nem nos aspetos de natureza geral, nem em quaisquer outros, e defende que apenas certificou a tradução da carta enviada a David Neelman.
Com efeito, o a rubrica e assinatura da advogada aparece nas várias páginas do documento, enviado em 2015. Na altura, Stephanie Sá da Silva na advogada na Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, sendo que depois de David Neelman comprar a TAP, em 2019, foi para a companhia, como diretora jurídica, saindo da companhia quando Medina assumiu a pasta das Finanças, em 2022.
Recorde-se que o negócio dos 53 aviões foi feito através de leasing operacional, e que uma auditoria da TAP, feita em 2022, apontou que a companhia está a pagar um preço 20% acima do mercado por essas mesmas aeronaves.














