Pode ser preciso esperar vários meses para conseguir ter uma mala Birkin, possivelmente o modelo mais cobiçado da francesa Hermès. E nem a pandemia veio abrandar a procura ou o interesse por parte dos consumidores: segundo a CNN, estas malas estão a atingir preços recorde, com alguns exemplares a rondarem os 400 mil dólares.
Num leilão realizado pela Christie’s em novembro do ano passado, uma mala Birkin feita de pele de crocodilo chegou a perto de 390 mil dólares. No mesmo evento, outra mala, mas do modelo Kelly também da Hermès, foi arrebatada por 450 mil dólares.
Outro revendedor da insígnia de luxo, a Privé Porter, garante que os preços podem superar entre 50 e 100% o preço de retalho dos artigos. No caso de versões de colecionador, o preço pode mesmo ser 10 vezes superior ao marcado inicialmente.
O preço original, em loja, pode ir dos nove aos 500 mil dólares. No entanto, há peças especiais que vão sendo colocadas à venda por revendedores que se dedicam a artigos de luxo, nomeadamente modelos mais antigos, que foram detidos por figuras públicas ou que fazem parte de edições limitadas, por exemplo.
«A clientela para uma mala Birkin ou Kelly, de repente, não estava a viajar, a comprar uma casa ou um Bentley. (…) Tinha muito dinheiro e precisava de gastá-lo em algo indulgente», comenta Jeffrey Berk, managing director da Privé Porter, justificando o aumento dos preços em tempo de pandemia. Uma vez que os mais ricos se viram privados de alguns luxos a que estavam habituados, procuraram um escape para os gastos milionários.
Segundo o mesmo responsável, a expectativa era de que o último confinamento fosse duro para o negócio, mas o cenário foi o oposto. «Março e abril acabaram por ser os nossos melhores meses de sempre em termos de vendas», adianta Jeffrey Berk, referindo-se ao mercado norte-americano, onde a Privé Porter opera.
Este revendedor acabou por registar vendas de três milhões de dólares em cada mês, depois de ter registado metade deste valor nos meses anteriores.














