Entre janeiro e 31 de agosto, foram constituídas 32 999 novas empresas em Portugal, registando uma ligeira subida de 1,3% face ao mesmo período do ano anterior, com mais 461 constituições.
O crescimento é visível em mais de metade dos setores de atividade, destacando-se as Atividades Imobiliárias (+21%; +749 constituições), Construção (+11%; +469), Serviços Empresariais (+4,3%; +255) e Agricultura e Recursos Naturais (+21%; +223).
O mercado imobiliário mostra grande dinamismo, com especial destaque para a construção de edifícios residenciais e não residenciais, que cresceu 13%, totalizando 3 054 novas empresas, e para a compra e venda de bens imobiliários, que aumentou 22%, atingindo 2 562 novas empresas desde o início do ano.
Nos setores que recuam, os Transportes registam uma queda de 23% (-778 constituições), o Retalho diminuiu 10% (-332), sobretudo nas áreas alimentar e automóvel, e os Serviços Gerais recuaram 4% (-214), com destaque para atividades de saúde, desporto e bem-estar.

Até final de agosto, encerraram 6 687 empresas em Portugal, mantendo a tendência de queda. No acumulado dos últimos 12 meses, entre setembro de 2024 e agosto de 2025, fecharam 13 336 empresas, menos 15% face aos 12 meses anteriores (-2 282 encerramentos). A descida é transversal a todos os setores, com destaque para o Retalho (-14%; -308 encerramentos).
No período de janeiro a agosto, 1 310 empresas iniciaram processos de insolvência, representando uma descida de 7,3% (-103) face ao mesmo período do ano passado, após dois anos consecutivos de aumentos.
A redução concentra-se sobretudo nas Indústrias (-22%; -114 insolvências), em particular na Indústria Têxtil e Moda (-43%; -105 insolvências), enquanto os setores de Serviços Empresariais (+9,9%; 27) e Transportes (+7%; 20) registaram crescimento nas insolvências.














