Nem Donald Trump nem Joe Biden. A grande derrota das próxima eleições dos Estados Unidos da América (EUA) pode mesmo ser a abstenção: mais de 63 milhões de norte-americanos já foram às urnas, recorrendo à possibilidade de votar antecipadamente com medo de que a pandemia possa tornar o processo mais perigoso no início de Novembro. Segundo o Financial Times, os números registados até agora sugerem uma participação massiva por parte dos cidadãos.
Dados do US Elections Project mostram que os votos já submetidos chegaram por correio ou através de postos de votação presenciais, que estão a ser instalados em vários estados. Em 2016, tinham sido contabilizados apenas 4 milhões de votos antecipados.
Em alguns estados, o número de votos antecipados poderá mesmo superar o total de votos contabilizados nas últimas eleições. No Texas, por exemplo, 7,4 milhões de pessoas já votaram, ou seja, mais de 80% do total de votos registados há quatro anos, quando Donald Trump concorria com Hillary Clinton.
«Havia muitas preocupações relativamente à capacidade das autoridades eleitorais de conduzir uma eleição durante a pandemia», lembra Michael McDonald, professor na University of Florida e responsável pelo US Elections Project. Porém, «não só as pessoas estão a votar, como estão a votar durante um período mais alargado de tempo, espalhando a carga de trabalho das autoridades».
Além do medo de possíveis ajuntamentos no próprio dia da eleição, os cidadãos estarão também mais motivados do que nunca para exercer os seus direitos. A eleição deste ano tem sido descrita como uma das mais importantes da história dos EUA, sendo que uma análise do Financial Times aponta neste momento para a vitória de Joe Biden – com uma vantagem de 8,5 pontos.














