A ascensão de ferramentas de inteligência artificial, como é o caso do ChatGPT, tem levantado receios e criando o debate se estas poderão substituir a mão de obra dos humanos. E a resposta do CEO da International Business Machines (IBM) é perentória.
Em entrevista à ‘Bloomberg’, Arvind Krishna admitiu que as funções não relacionadas com os clientes totalizam cerca de 26.000 trabalhadores, dos quais “poderia facilmente ver 30% substituídos por IA e automação num período de cinco anos”.
Isso significaria a perda de 7.800 postos de trabalho, contando também com cargos que não seriam substituídos por capital humano com a saída dos funcionários.
Os cargos mais ameaçados pela inteligência artificial na IBM são aqueles dedicados a funções administrativas, como recursos humanos, onde a empresa pretende já suspender ou desacelerar as contratações.
A IBM, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, tem quase 300.000 trabalhadores em todo o mundo. Há certa de um ano a empresa anunciou que teriam que avançar com cortes de pessoal, no entanto, o Ceo garantiu que contrataram 7.000 pessoas no primeiro trimestre.
Apesar do impacto que a inteligência artificial possa ter em determinadas tarefas administrativas, o CEO da IBM admite que outros cargos onde seja necessário lidar com clientes, desenvolver produtos, avaliar a composição ou produtividade da força de trabalho, não podem ser substituídos por nenhuma ferramenta.
Em Portugal, a IBM espera passar, até final deste ano, de 20 para 40 postos de trabalho qualificados criados no centro especializado em soluções e inovações tecnológicas, no Campus do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP).
Em declarações aos jornalistas, o presidente da IBM Portugal, Ricardo Martinho, explicou que este é um projeto que está a ser desenvolvido em Portalegre pela Softinsa, empresa subsidiária da IBM Portugal, tendo já sido criados na cidade alentejana “20 postos de trabalho” qualificados.














