Globalização: EDP – Identidade verdadeiramente global e diversa

O crescimento empresarial não sobrevive sem a internacionalização. A aprendizagem já adquirida por grandes empresas nacionais pode ajudar outras a quebrar o medo e a inércia de sair de Portugal. O testemunho da EDP.

António Sarmento
Junho 11, 2024
12:26

Qual a importância da Globalização para a competitividade?
O caminho para o crescimento económico e competitividade passa também pela globalização, transição energética e descarbonização da economia, afirma fonte oficial da EDP.
O contexto vivido a nível mundial com a pandemia COVID-19 e as crises geopolíticas a que temos assistido colocaram enormes desafios de índole económica, política, social, energética, climática, tecnológica e demográfica.
A globalização é, sem dúvida, uma resposta para enfrentar estes desafios.
Por um lado, é uma via para o crescimento e competitividade das empresas até então presentes em mercados saturados. Com a globalização abrem-se novos mercados, e pode ser possível a redução de custos de produção – produz-se em locais com custos de matéria-prima mais barata e eventualmente mais próximos do consumo.

Por outro, aumenta a concorrência e por essa via o incentivo à eficiência e inovação, abrindo-se oportunidades de
colaboração e parceria com maior facilidade de acesso a talentos globais
Finalmente, a globalização pode ser uma forma de minimizar de risco de negócio, por exemplo ao permitir a diversificação de fontes de matérias-primas, evitando dependências e exposição geopolítica excessiva. Repare-se, a este respeito, a preocupação que a própria Comissão Europeia tem vindo a revelar ao analisar o tema dos Critical Raw Materials.
Outro exemplo de mitigação de risco é a exposição potencial a ciclos de consumo localizados “desencontrados”: se no país A a procura está em queda, no país B poderá estar em expansão. Pode assim ser promovida uma maior estabilidade no crescimento e competitividade.
A EDP é um exemplo claro deste movimento: de empresa nacional, passou a uma multinacional líder global nas energias renováveis, com presença em quatro regiões globais – Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia Pacífico. Hoje, a EDP tem mais de 13 mil colaboradores de mais de 60 nacionalidades, negócios diversificados nestas quatro regiões mundiais e uma enorme fatia do seu volume de negócios já provem de fora do seu país de origem. 

Quais os desafios para continuarem a ser um dos motores da economia?
A EDP prevê investir em Portugal no período 2023-2026 mais de três mil milhões de euros, acrescenta fonte oficial da EDP.
Esses investimentos serão realizados no desenvolvimento de novos projectos renováveis, em redes eléctricas mais modernas e resilientes e ainda no fornecimento contínuo das melhores soluções de sustentabilidade para famílias e empresas. No campo social, a empresa vai também continuar a investir em cultura, no desporto e em iniciativas de responsabilidade social.
Os desafios são transversais às várias regiões – será preciso criar espaço e oportunidades de fazer um investimento robusto na transição energética do país, com uma regulação adaptada à ambição de descarbonização nacional. Há também desafios de índole económica, com os custos de produção e as disrupções nas cadeias de abastecimento, que ainda não normalizaram.
Um contexto político, legislativo e regulatório estável é absolutamente fundamental para que o mercado responda e as empresas consigam actuar e crescer, assegurando a competitividade e sustentabilidade da economia nacional.
Mais que nunca, o contexto actual exige a aceleração da transição para as energias renováveis, de modo a assegurar menores emissões, preços mais baixos no futuro, maior independência energética e, simultaneamente, protecção aos consumidores mais expostos, nomeadamente os consumidores vulneráveis.

Como é que as PME podem vencer num mundo cada vez mais global?
Para uma PME se tornar global, é crucial considerar uma série de factores que lhe permitam alcançar sucesso e sustentabilidade nos mercados internacionais, explica fonte oficial da EDP. É importante começar por uma análise do mercado em concreto e as oportunidades de negócio. Dessa maneira, será possível adaptar os produtos e serviços às necessidades e potencial do mercado local. Mas, e não é nenhum segredo, há que ter elementos diferenciadores relevantes. Seja a nível tecnológico, inovação, de processo, eficiência, know-how… Terá sempre que haver algo que distinga a empresa das restantes. E num mundo global, esse é o verdadeiro desafio: o que fazemos melhor que os outros, e de forma sustentável e em constante dinâmica de renovação.

Estando presente em quatro regiões globais, a EDP tem diferentes tipo de negócios nas mesmas – em Portugal, Espanha e Brasil produz, distribui e comercializa electricidade e soluções de sustentabilidade como solar e mobilidade eléctrica, servindo em conjunto milhões de clientes; nos EUA está no top 5 dos produtores de energia renovável e forne-
ce soluções solares a clientes empresariais e na região da Ásia, onde entrámos mais recentemente, somos líderes no solar descentralizado e temos projectos interessantes de produção renovável de larga escala.
Onde somos diferentes? Entre outros aspectos, diferenciamo-nos na aposta inequívoca na descarbonização e transição energética; no know-how (o saber fazer de forma eficiente); nas soluções inovadoras e na capacidade de adaptação rápida às necessidades de cada mercado. Foi assim que conseguimos atingir as mais de 60 nacionalidades espalhadas pelo globo, o que é sinal da nossa identidade verdadeiramente global e diversa.

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